Outubro Rosa: diagnóstico precoce ainda é o maior aliado das mulheres

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Quando diagnosticado em fase inicial, o câncer de mama tem grandes chances de cura, com taxa de sobrevida de 97%

O câncer de mama é o mais frequente entre as mulheres, sendo responsável por cerca de 10% de todos os tipos de câncer no mundo. A incidência mundial vem crescendo nesses últimos anos, passando de 572 mil, em 1980, para 1.657.000, em 2018, sendo o responsável por cerca de 370 mil mortes de mulheres no mundo a cada ano.

No Brasil, o câncer de mama é a neoplasia maligna de maior incidência entre as mulheres, sendo responsável por 15% do total de mortes por câncer. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), até o dia 1 de agosto de 2019, data da última atualização dos dados, foram estimados 59.700 novos casos, o que representa uma taxa de incidência de 51,29% de novos casos por 100 mil mulheres brasileiras.

O aumento na incidência pode ser explicado, em parte, por alterações nos hábitos reprodutivos, como postergação do primeiro parto, a condição da doença ser estrogênio-dependente, ou seja, doenças que se desenvolvem devido ao aumento do estrogênio na corrente sanguínea, fator comum em mulheres em idade reprodutiva, e aspectos nutricionais, considerando que a obesidade eleva o risco de câncer na pós-menopausa. Entende-se como fatores de riscos para o desenvolvimento de câncer de mama: idade avançada, história familiar e pessoal, hábitos de vida e influência ambiental, menarca precoce (aos 11 anos ou menor), menopausa tardia (aos 55 anos ou mais), primeira gestação após 30 anos e a nuliparidade (mulher que nunca teve filhos).

Toda mulher deve ser protagonista no que diz respeito à prevenção do câncer de mama. Deve-se estar alerta para os sinais e sintomas, que são: nódulo na mama e/ou axila, dor mamária e alterações da pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações como aspecto semelhante à casca de laranja. Os cânceres de mama localizam-se, principalmente, no quadrante superior externo do seio e, em geral, as lesões são indolores, fixas e com bordas irregulares, acompanhada de alterações da pele quando em estágio avançado.

Podemos perceber, devido a tamanha incidência da doença, que o câncer de mama é um problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Tal situação deve-se à dificuldade de prevenção primária, que se dá por eliminar fatores de riscos ou diagnosticar e tratar lesões precursoras do câncer.

Diante dessa realidade, é necessário estimular programas que sejam pautados na atenção primária, uma vez que esses programas ajudam a prevenir o aparecimento da doença e são mais econômicos para os cofres públicos. Programas de atenção primária visam detectar de forma precoce a doença. O câncer de mama, quando diagnosticado em fase inicial, tem grandes chances de cura, com sobrevida de 97%.

Os meios mais eficazes para a detecção precoce do câncer de mama são exames clínicos das mamas, realizados por seu médico, a mamografia feita anualmente e o autoexame das mamas, realizado mensalmente por cada mulher. Os especialistas orientam que o autoexame da mama seja feito todo mês, no sétimo dia após o início da menstruação. E para as mulheres que já tenham passado pela menopausa, orienta-se que elas escolham um dia fixo no mês para realizar o autoexame.

 A origem da data

 Em 1997, as entidades das cidades de Yuba e Lodi, nos Estados Unidos, começaram efetivamente a comemorar e fomentar ações voltadas à prevenção do câncer de mama, denominando-as como Outubro Rosa. Todas as ações eram e são até hoje direcionadas à conscientização da prevenção pelo diagnóstico precoce. O Outubro Rosa é exemplo de ação primária em favor da conscientização que tem como objetivo principal alertar as mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e também sobre a prevenção do câncer de colo do útero, que também mata muitas mulheres no Brasil e no Mundo.

Por Fernanda de Carvalho, professora titular do curso de Enfermagem da Faculdade Pitágoras de Governador Valadares e especialista em Formação Pedagógica para o Profissional de Saúde e Terapia Intensiva 

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