
Grupo movimentou R$ 270 milhões por meio de empresas de fachada
IPATINGA — A Polícia Federal deflagrou a Operação Chihuahua para desarticular uma organização criminosa voltada ao contrabando de migrantes e à lavagem de dinheiro. A ação cumpre 14 mandados de busca e apreensão em Central de Minas, no Vale do Rio Doce.
De acordo com as investigações, o núcleo da associação criminosa era comandado por um principal suspeito que geria a logística integral das viagens ilegais. O esquema contava com o embarque aéreo de brasileiros no país e a travessia clandestina para o território norte-americano pela fronteira com o México.
O inquérito aponta que o grupo enviou de forma irregular mais de 270 brasileiros aos Estados Unidos entre os anos de 2021 e 2024. Cada migrante pagava cerca de US$ 20 mil (aproximadamente R$ 100 mil) pela promessa de emigração.
Lavagem e empresas de fachada
A apuração da Polícia Federal revelou que o líder do esquema contava com o apoio de seu irmão — apontado como braço-direito — e de outros sete investigados para ocultar o patrimônio obtido com o crime.

A estrutura contava com sete empresas de fachada utilizadas para mascarar a origem dos recursos. No período analisado, o conglomerado empresarial movimentou cerca de R$ 270 milhões, sendo identificados quase R$ 12 milhões como frutos diretos da atividade de contrabando humano.
Bloqueio de bens
Como desdobramento das medidas cautelares autorizadas pela Justiça Federal, as equipes policiais atuam no cumprimento de ordens de busca e apreensão de veículos ligados aos investigados para fins de sequestro patrimonial.
A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 27 milhões nas contas dos suspeitos e das empresas associadas, em uma manobra para descapitalizar a rede criminosa.




