
GOVERNADOR VALADARES – Durante a cerimônia de transferência provisória da capital de Minas Gerais para Governador Valadares, nesta terça-feira (16), o governador Mateus Simões anunciou um pacote de investimentos de aproximadamente R$ 2,8 bilhões destinado à recuperação ambiental, fortalecimento da economia e melhoria da qualidade de vida nos municípios atingidos pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, em 2015.
Os recursos fazem parte do Acordo de Reparação do Rio Doce e serão aplicados em projetos de recuperação ambiental, segurança hídrica, gestão de recursos naturais, resposta a eventos climáticos extremos, recuperação de áreas degradadas, apoio a produtores rurais e incentivo à geração de renda por meio do fortalecimento de cooperativas e pequenos empreendimentos.
Segundo o governador, o início da execução dos projetos representa uma nova etapa na reparação dos danos causados pelo desastre ambiental.
“A aplicação dos recursos da repactuação de Mariana começa agora a chegar efetivamente às ações ambientais. Isso vai gerar mudanças importantes para o meio ambiente, para a qualidade de vida das comunidades e também para a economia da região”, afirmou Mateus Simões.
As iniciativas serão coordenadas pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG) e executadas por órgãos como o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), Instituto Estadual de Florestas (IEF), Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Emater-MG, além das secretarias estaduais de Desenvolvimento Econômico e de Agricultura.
Recuperação ambiental
Grande parte dos recursos será destinada à recuperação da Bacia do Rio Doce, considerada uma das maiores ações ambientais já realizadas em Minas Gerais.
Entre os principais projetos está o Rio Doce Mais Vida, que receberá R$ 1 bilhão para ações de restauração florestal, recuperação de nascentes e matas ciliares, conservação do solo e incentivo financeiro a produtores rurais que adotarem práticas sustentáveis.
O pacote também prevê investimentos para fortalecer e ampliar unidades de conservação, recuperar ecossistemas aquáticos, proteger espécies ameaçadas de extinção e modernizar sistemas de monitoramento hídrico e climático.
Outra iniciativa importante é a criação da Unidade de Conservação Santo Antônio, voltada à proteção da biodiversidade e à preservação de áreas naturais na sub-bacia do Rio Santo Antônio, um dos principais afluentes do Rio Doce.
Apoio aos produtores rurais
Os produtores rurais localizados na área atingida pela lama e pelas enchentes decorrentes do rompimento da barragem também serão contemplados.
A Emater-MG realizará diagnósticos individuais nas propriedades para identificar necessidades e elaborar projetos técnicos voltados à recuperação ambiental e produtiva. A partir desse levantamento, serão executadas ações específicas para cada propriedade rural.
As reuniões de mobilização junto às comunidades já começaram em municípios da região.
Geração de renda e fortalecimento de cooperativas
Outro destaque anunciado foi o programa Coopera + Rio Doce, que busca impulsionar a recuperação econômica dos municípios atingidos.
A iniciativa oferecerá capacitação, consultoria, apoio à gestão, acesso a equipamentos, realização de feiras de negócios e fortalecimento de cooperativas, associações e pequenos empreendedores.
Inicialmente, o programa atenderá os 38 municípios diretamente impactados pelo rompimento da barragem, com expansão gradual para outros 162 municípios da Bacia do Rio Doce.
As ações serão desenvolvidas em parceria com o Sebrae, a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico.
Acordo de Reparação
O rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, em novembro de 2015, provocou a morte de 19 pessoas e gerou um dos maiores desastres ambientais da história do país.
O acordo de reparação foi repactuado em outubro de 2024 pelos governos de Minas Gerais, Espírito Santo e Federal, além dos Ministérios Públicos, Defensorias Públicas e das empresas Samarco, Vale e BHP Billiton.
O montante total previsto é de R$ 170 bilhões. Desse valor, R$ 81 bilhões serão destinados a Minas Gerais para ações de reparação ambiental, desenvolvimento econômico e apoio às comunidades atingidas ao longo da Bacia do Rio Doce.










Comments 2
o pessoal olha o meio ambiente esquece a vida do ser humano que e o bem maior tem gente doente por consumir agua do rio doce ate agora muito deles nao recebeu um centavo se quer como ajuda este pid foi feito pra pagar a quem eles querem ninguem sabe os criterios adotados pela samarco
Altamir, bom dia.
As ações do Rio Doce Mais Vida não serão executadas pela Samarco, e sim pelo Estado, por meio de seus agentes e parceiros. O processo será totalmente transparente. Caso queira esclarecimento sobre as ações em curso para os proprietário/possuidores de imóveis rurais, entre em contato por e-mail que lhe explico os detalhes.