INHAPIM – O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Inhapim, obteve na Justiça a decretação da prisão preventiva de um homem acusado de duplo homicídio qualificado, após o adiamento do julgamento pelo Tribunal do Júri.
A sessão estava marcada para esta segunda-feira (27), mas precisou ser encerrada depois que o advogado de defesa abandonou o plenário sem apresentar justificativa considerada válida. Com isso, o julgamento foi suspenso e deverá ser remarcado.
Diante do ocorrido, o MPMG solicitou a prisão preventiva do réu, argumentando que a conduta comprometeu o andamento regular do processo e indicou risco de novas tentativas de atrasar o julgamento. O acusado responde por duplo homicídio qualificado, com dolo eventual, além de crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro.
Os fatos ocorreram em 17 de maio de 2024, na BR-116, em Inhapim. Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, o homem dirigia sob efeito de álcool, em alta velocidade e com a capacidade psicomotora alterada, quando invadiu a contramão e colidiu frontalmente com uma motocicleta. As duas vítimas, de 21 e 22 anos, morreram no local. Ainda conforme a denúncia, uma delas estava grávida.
De acordo com os promotores de Justiça Jonas Monteiro e Igor Rodrigues, a defesa vinha adotando medidas para atrasar o andamento do processo, o que resultou no esvaziamento da sessão do Tribunal do Júri e prejudicou a realização do julgamento. Ao analisar o pedido do MPMG, a Justiça entendeu que havia fundamentos legais para a decretação da prisão preventiva, considerando a gravidade do caso e a necessidade de assegurar a realização do júri.
















