IPATINGA – O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve a condenação de um homem a 95 anos e quatro meses de prisão por uma série de crimes cometidos em 2024, em Ipatinga. A sentença foi proferida nesta segunda-feira (6) pelo Tribunal do Júri de Ipatinga e marca o desfecho do último julgamento relacionado a um caso considerado brutal contra duas mulheres.
De acordo com a denúncia apresentada pela Promotoria de Justiça, o réu foi responsabilizado por homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado qualificado e furto qualificado. As investigações apontaram que as vítimas foram mantidas em cárcere, submetidas a agressões físicas e violência sexual antes de serem executadas com disparos de arma de fogo de uso restrito, em janeiro de 2024.

O Conselho de Sentença acatou integralmente as teses do MPMG, reconhecendo a gravidade dos crimes e as circunstâncias qualificadoras dos homicídios. Ficou comprovado que os assassinatos foram motivados por razão torpe, como retaliação a um desentendimento financeiro, além de terem sido cometidos com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas. Segundo a acusação, os crimes também tiveram como objetivo assegurar a impunidade de outros delitos praticados pelos envolvidos. Este foi o último julgamento de um total de três relacionados ao caso. Outros dois réus já haviam sido condenados anteriormente, a penas de 86 e 96 anos de reclusão, mas morreram no decorrer do processo.
Além das condenações por homicídio qualificado, a sentença inclui os crimes de sequestro, cárcere privado qualificado e furto qualificado, todos praticados em concurso de pessoas e em continuidade delitiva — quando o autor comete dois ou mais crimes da mesma natureza em condições semelhantes, sendo considerados como uma sequência do primeiro.

















