Fim da prisão após condenação em segunda instância é “tapa na cara da sociedade”, diz Coronel Wagner

Coronel Wagner acredita que a condenação em segunda instância já é suficiente para determinar culpa ou inocência de réus

O vereador Coronel Wagner (PMN) afirma que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de dar fim à prisão após condenação em segunda instância é um “tapa na cara da sociedade”. Na opinião do parlamentar, a medida prejudica o combate à corrupção.

“É um tapa na cara da sociedade, um duro golpe no combate à corrupção. É um dia triste para nós”, disse o vereador. Para ele, a decisão do STF – que deu base para a libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – incentiva os chamados crimes de colarinho branco. “É gente que roubou bilhões, dinheiro que poderia ser usado na saúde, na educação. O alcance do corrupto, no que diz respeito a crime, é muito maior que esses bandidos que estão aí, sem dinheiro para recorrer da segunda instância para cima”, afirmou.

Wagner acredita que a condenação em segunda instância, feita por desembargadores em tribunais de justiça, já é suficiente para determinar a culpa ou inocência de réus. “São várias pessoas que julgam, a culpa já está clara. Ele começa a recorrer cinco anos, dez, quinze ou vinte. E no final ele sai livre, impune. Isso quer dizer para a sociedade que pode cometer crime, está favorável”, declarou.

O vereador demonstrou apoio a uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em trâmite no Congresso, que autorizaria a prisão em segunda instância. “A aprovação dessa PEC é o caminho do combate à corrupção de forma bem contundente”, disse.

PSDB

O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, emitiu nota sobre a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contemplado pela decisão do STF de dar fim à prisão após condenação em segunda instância. Temendo extremismos, ele pediu serenidade “neste momento de nervos à flor da pele”. Ele lamentou o resultado do julgamento no STF, mas destacou que decisões judiciais devem ser respeitadas.

“Decisão judicial se respeita. A soltura do ex-presidente Lula, entretanto, pode alimentar ainda mais um clima de intolerância na sociedade brasileira, no qual polos extremos preferem se hostilizar ao invés de dialogar. Com Lula solto, nova palavra de ordem não basta mais. Será preciso apresentação de soluções para a crise que eles próprios criaram. Cabe a todos os atores políticos ser responsáveis e serenos neste momento de nervos à flor da pele”, declarou o presidente do PSDB.

por THIAGO FERREIRA COELHO