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Especialista dá dicas sobre o melhor tipo de investimento para cada situação

FOTO: Freepik

BELO HORIZONTE – Ao realizar um investimento, cada pessoa tem um propósito único, e encontrar a modalidade mais adequada pode parecer uma tarefa desafiadora. Para ajudar nessa jornada, o analista de Produtos de Investimentos e Seguros do Banco Mercantil, Daniel Oliveira, fornece algumas dicas.

De acordo com Oliveira, ao escolher uma modalidade de investimento, é essencial considerar questões como liquidez, prazo, tipo de remuneração e qualidade do emissor, especialmente ao pensar em renda fixa, uma das opções mais conhecidas. No entanto esses aspectos devem ser analisados com o objetivo pessoal de cada investidor.Reserva de emergência

“A reserva de emergência é o primeiro passo do investimento. Se a pessoa tem uma quantia guardada para imprevistos, já está à frente da maioria da população brasileira e pode evitar muita dor de cabeça e endividamento”, afirma o analista. Este recurso, destinado a situações inesperadas como perda de emprego ou problemas de saúde, deve corresponder a pelo menos 6 a 12 meses da renda mensal de cada pessoa. Investimentos de alta liquidez e baixo risco são ideais para esta finalidade. Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) de liquidez diária e Tesouro Selic são opções recomendadas pelo especialista, oferecendo rentabilidade superior à poupança e a possibilidade de resgate imediato.

Objetivos de médio prazo

Para investimentos de médio prazo, entre um a 5 anos, existem opções mais rentáveis, porém, com prazos de resgate mais longos. Títulos privados de renda fixa, como CDBs, LCAs, LCIs e Letras Financeiras, oferecem rentabilidade atrativa, mas exigem um compromisso de tempo maior. “Se há uma perspectiva de queda na taxa de juros, os títulos prefixados a uma taxa mais elevada são uma boa opção. Entretanto se a tendência é de aumento dos juros, vale a pena investir nos pós-fixados para acompanhar esse movimento de alta”, explica Daniel.

Objetivos de longo prazo

Investimentos de longo prazo requerem uma abordagem diversificada, combinando ativos de liquidez variável. Essa estratégia é comum entre aqueles que planejam economizar para a aposentadoria ou para a educação dos filhos. “Quanto maior o prazo, maior a rentabilidade, mas também maior a incerteza. Quanto mais risco, mais ganho”, pondera Oliveira. Ativos alternativos, como ações, fundos imobiliários e criptomoedas, são opções para quem está disposto a assumir riscos mais elevados ou metas importantes ao longo do caminho.

Para investimentos complexos e de alto risco, o analista destaca que é fundamental buscar orientação especializada. Consultores financeiros ou gerentes bancários podem ajudar na escolha das melhores opções de investimento. “Nós sempre perguntamos ao cliente quanto tempo ele pode esperar para resgatar esse dinheiro e se realmente não há o risco de precisar deste recurso no tempo determinado, pois muitas vezes é preciso sacrificar prazeres imediatos pensando no futuro”, conclui. 

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