Coronel Sandro é cassado e Mourão volta a assumir a Prefeitura de Valadares

FOTO: Kissyla Pires

É a primeira vez na história política de Governador Valadares que um prefeito perde o mandato por meio de um processo de impeachment conduzido pelo Legislativo municipal

GOVERNADOR VALADARES – A Câmara Municipal de Governador Valadares aprovou, na noite desta quinta-feira (14), a cassação do mandato do prefeito Coronel Sandro (PL). O impeachment foi aprovado por 18 votos favoráveis e 3 contrários, superando com folga o mínimo de 14 votos necessários para o afastamento definitivo do chefe do Executivo. Apenas os vereadores Ulisses Gomes (Republicanos), Jepherson Madureira (Republicanos) e Ademar do Turmalina (MDB) votaram contra a cassação. Os demais vereadores, incluindo os da base governista e do próprio partido do prefeito (PL), votaram a favor da cassação.

Com a decisão, o vice-prefeito José Bonifácio Mourão (PL) assume o comando da Prefeitura de Governador Valadares. A posse acontece nesta sexta-feira (15), às 10h. Ex-deputado estadual, Mourão já governou o município em dois mandatos: entre 1997 e 2001 e de 2005 a 2009.

FOTO: Kissyla Pires

O processo de impeachment foi instaurado a partir de denúncias relacionadas a supostas irregularidades na execução e fiscalização do contrato de transporte escolar do município. A sessão final começou nesta quinta, por volta das 9h, e se estendeu até as 21h30. Na parte da tarde, a Câmara ficou sem energia. A Polícia Civil esteve no local para apurar a possibilidade de sabotagem.

Na tentativa de barrar o andamento da votação, Coronel Sandro acionou a Justiça. Entretanto, nesta quarta-feira (13), o juiz Anacleto Falci, da 2ª Vara Cível de Governador Valadares, negou o pedido de suspensão da análise do processo pela Câmara.

Além do processo que culminou no impeachment, a Câmara também recebeu recentemente uma segunda denúncia contra o agora ex-prefeito. A nova representação questiona a compra de kits escolares pela Prefeitura e aponta possível sobrepreço de até R$ 7,8 milhões em comparação a atas de registro de preços de outros consórcios públicos e do governo federal. Sandro ainda enfrenta outra CPI ligada a contratação de uma empresa de notas fiscais.

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