
RESPLENDOR – Uma criança de quatro anos morreu após broncoaspirar o próprio vômito na madrugada do último sábado (9), em Resplendor, no Vale do Rio Doce. O caso levou à prisão preventiva da mãe, de 28 anos, e do padrasto, de 27, investigados pelo crime de abandono de incapaz com resultado morte.
Segundo informações do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), no momento da tragédia o casal havia saído para um bar, deixando a criança sozinha em casa junto de outros três irmãos: uma criança de 12 anos, outra de seis anos e um bebê de seis meses. Inicialmente, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) prendeu os suspeitos em flagrante. No entanto, a autoridade policial plantonista não ratificou a prisão, e o casal foi liberado. Após a soltura, conforme apurado pelas autoridades, os dois fugiram para o município de Santa Teresa, no Espírito Santo.
Ao tomar conhecimento da decisão, o Ministério Público, durante o plantão, ingressou imediatamente com pedido de prisão preventiva, que foi deferido pela Justiça devido à gravidade do caso e ao risco à ordem pública. Com a expedição dos mandados de prisão, equipes da PMMG iniciaram diligências em Resplendor para localizar os investigados. Durante os levantamentos, os militares receberam informações de que os suspeitos estariam escondidos na região do Vale Tabocas, zona rural de Santa Teresa.

A partir disso, equipes da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), com apoio do serviço de inteligência e em ação conjunta com a PM mineira, seguiram até o local indicado, onde conseguiram localizar e abordar os suspeitos na manhã desta segunda-feira (11). Após serem informados sobre os mandados judiciais, a mulher e o homem foram presos e encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil de Santa Teresa. Conforme informado pelo Ministério Público, o padrasto já cumpria pena anteriormente pelo crime de roubo.

O MPMG destacou a atuação integrada das forças de segurança na localização dos investigados e informou ainda que os três irmãos sobreviventes estão sob acompanhamento do Conselho Tutelar e do próprio Ministério Público, com medidas voltadas à proteção integral das crianças.















