GOVERNADOR VALADARES – A Copa do Mundo de 2026 conhecerá seu campeão neste domingo (19), quando Argentina e Espanha se enfrentam pela primeira vez em uma decisão de Mundial. A partida será disputada às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, e coloca frente a frente as duas primeiras colocadas do ranking da Fifa.
De um lado, a Alviceleste tenta defender o título conquistado em 2022 e levantar sua quarta taça mundial. A equipe comandada por Lionel Scaloni aposta mais uma vez na experiência de Lionel Messi, que disputa a terceira final de Copa do Mundo da carreira e pode ampliar ainda mais seu legado com a camisa argentina.
Do outro, a La Roja busca o segundo título mundial de sua história, após a conquista de 2010. A seleção dirigida por Luis de la Fuente chega embalada por uma geração renovada, liderada pelo atacante Lamine Yamal, um dos principais destaques do futebol europeu e símbolo da nova fase da equipe europeia.
A decisão também reserva um encontro curioso entre dois personagens que já dividiram a mesma sala de aula. Antes de assumirem o comando de suas seleções, Luis de la Fuente foi professor de Lionel Scaloni em um curso para treinadores promovido pela União das Associações Europeias de Futebol (Uefa), tornando a final um reencontro entre mestre e ex-aluno.
Além da disputa pela taça, argentinos e espanhóis chegam ao confronto com uma história recente inacabada. As duas seleções deveriam ter decidido a Finalíssima — torneio que reúne os campeões da Eurocopa e da Copa América — após os títulos conquistados em 2024. O duelo estava previsto para março deste ano, mas acabou cancelado por divergências de calendário entre as federações e a Uefa. A partida nunca foi realizada, e a decisão da Copa do Mundo passa a representar a oportunidade para que os dois países resolvam essa disputa dentro de campo.


A final também carrega um peso histórico que vai além do futebol. Espanha e Argentina possuem uma relação construída ao longo de séculos, marcada pelo processo de colonização espanhola na América do Sul e pelos movimentos de independência que deram origem ao Estado argentino. Agora, essa conexão histórica ganha um novo capítulo em uma das partidas mais importantes do futebol mundial.
Cerimônia e show de intervalo
A programação da decisão começa antes mesmo da bola rolar. A cerimônia oficial de encerramento da Copa do Mundo terá início às 14h30 e antecederá a grande final.
Outra novidade será o primeiro show de intervalo da história das finais de Copa do Mundo, em um formato inspirado no tradicional espetáculo do Super Bowl, da NFL. A apresentação terá duração aproximada de 11 minutos e contará com artistas de renome internacional, como Justin Bieber, Madonna, Shakira e o grupo sul-coreano BTS.
O palco da decisão será o MetLife Stadium, localizado em Nova Jersey, na região metropolitana de Nova York. A arena também recebeu jogos importantes desta edição do Mundial, entre eles a estreia da Seleção Brasileira diante do Marrocos e a eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final.
Construído ao custo de aproximadamente US$ 1,6 bilhão (cerca de R$ 8,3 bilhões), o estádio frequentemente recebe críticas de atletas por utilizar gramado artificial, característica incomum em grandes competições internacionais.
Campanhas
A Argentina chega à decisão com a melhor campanha da Copa do Mundo. Foram sete vitórias em sete partidas, desempenho que garante aproveitamento de 100%.
Na fase de grupos, os argentinos venceram a Argélia por 3 a 0, a Áustria por 2 a 0 e a Jordânia por 3 a 1. A partir do mata-mata, porém, a equipe encontrou adversários mais resistentes.
Na primeira fase eliminatória, a classificação veio apenas na prorrogação, após vitória por 3 a 2 sobre Cabo Verde. Nas oitavas de final, a seleção protagonizou uma grande reação diante do Egito. Perdendo por 2 a 0 até os 34 minutos do segundo tempo, buscou a virada e venceu por 3 a 2.
Nas quartas de final, outro duelo equilibrado. Depois de empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, a Argentina derrotou a Suíça por 3 a 1 na prorrogação. Já na semifinal, superou a Inglaterra por 2 a 1 e garantiu presença na decisão.


A Espanha também chega invicta à final. Em sete partidas, conquistou seis vitórias e um empate, justamente na estreia, quando ficou no 0 a 0 com Cabo Verde.
Na sequência, goleou a Arábia Saudita por 4 a 0 e venceu o Uruguai por 1 a 0 para assegurar a classificação em sua chave.
No mata-mata, eliminou a Áustria por 3 a 0, superou Portugal por 1 a 0 nas oitavas de final e derrotou a Bélgica por 2 a 1 nas quartas. Na semifinal, confirmou o favoritismo diante da França ao vencer por 2 a 0, garantindo vaga na decisão.
A campanha espanhola chama atenção principalmente pela consistência defensiva. Em sete partidas, a equipe marcou 13 gols, sofreu apenas um e terminou seis jogos sem ser vazada.
Histórico do confronto
Argentina e Espanha já se enfrentaram 14 vezes ao longo da história. O retrospecto aponta ligeira vantagem para os argentinos, que venceram sete partidas, contra seis triunfos espanhóis e um empate.
O primeiro encontro aconteceu em 1952, com vitória argentina por 1 a 0, em Madri. Já o confronto mais recente foi disputado em 2018, quando a Espanha goleou a Argentina por 6 a 1, também em território espanhol.
Agora, pela primeira vez, os dois países medirão forças em uma final de Copa do Mundo, em um duelo que coloca frente a frente a tradição da atual campeã mundial e a força da nova geração espanhola.







