GOVERNADOR VALADARES – O Tribunal Superior da Inglaterra definiu, nesta sexta-feira (11), os próximos passos da disputa jurídica sobre quem representa os atingidos pelo rompimento da barragem no Litígio de Mariana. A decisão não entra no mérito das indenizações, mas organiza o andamento do processo.
A Justiça inglesa rejeitou o pedido do escritório PG para paralisar a ação movida pelo Comitê de Clientes. Em vez de congelar o caso, o tribunal atendeu aos escritórios Bailey Glasser International (BGI) e Humphries Kerstetter (HK) — que representam o Comitê — e marcou uma audiência em ritmo acelerado para os dias 5 e 6 de outubro de 2026 para resolver a questão. A Corte também descartou a paralisação geral do processo principal.
Sigilo e proteção aos atingidos
O ponto central da decisão foi a segurança das informações dos moradores e trabalhadores atingidos. A pedido do BGI, a Corte adotou uma postura cautelosa para impedir que dados confidenciais — protegidos pelo sigilo profissional — caíssem nas mãos da BHP, empresa ré no processo.
O tribunal recusou-se a examinar o material sigiloso apresentado pelo PG e manteve o juiz da ação principal afastado dessa discussão específica. Caberá a esse magistrado definir se a audiência de outubro será mantida sob sigilo.
O BGI reforçou que o foco principal da atuação é defender os interesses dos atingidos e garantir que nenhuma informação confidencial chegue à parte contrária.







