BELO HORIZONTE – A operação Cerco Fechado, considerada a maior ação integrada de combate às facções criminosas já realizada em Minas Gerais, mobiliza 2.980 agentes das forças de segurança estaduais e federais em 26 territórios dos municípios de Belo Horizonte, Juiz de Fora, Manhuaçu, Uberlândia, Uberaba e Teófilo Otoni. Em balanço parcial divulgado na segunda-feira (1º), o Governo de Minas informou que a ofensiva já resultou na detenção de 46 pessoas e na apreensão de armas, drogas, munições e dinheiro.
Durante coletiva de imprensa, o governador Mateus Simões destacou que a operação possui caráter permanente e não tem prazo definido para terminar. Segundo ele, o objetivo principal consiste em impedir o fortalecimento das organizações criminosas e ampliar a presença das forças de segurança em áreas consideradas estratégicas.
“É uma operação estruturada de longo prazo, que tem como objetivo garantir que, em Minas Gerais, não haja domínio de território e para que a presença das facções seja asfixiada financeira e fisicamente pela presença da polícia na rua. Não estamos falando de uma operação de busca de alvos, ainda que esse tipo de resultado também seja trazido durante as ações dos militares”, explicou.
De acordo com os dados apresentados, 46 pessoas foram detidas, entre elas quatro adolescentes. Além disso, as autoridades confirmaram 38 prisões em flagrante ou decorrentes de mandados judiciais. As forças de segurança também apreenderam nove armas de fogo, 93 munições, porções de maconha, crack e cocaína, além de R$ 27 mil em dinheiro.

Paralelamente às ações nas ruas, a operação cumpriu mandados judiciais e intensificou fiscalizações no sistema prisional. Segundo o governador, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Tribunal de Justiça participaram da força-tarefa.
“A iniciativa conta também com apoio do Ministério Público e do Tribunal de Justiça do Estado, que contabilizaram 73 mandados de busca e apreensão, sendo 46 em Belo Horizonte e 27 no interior. Houve, ainda, operações em dez unidades prisionais, das quais 914 celas já foram revistadas, com a apreensão de 53 celulares e 907 unidades de drogas das mais variadas”, detalhou Simões.
A operação Cerco Fechado reúne representantes da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em uma atuação conjunta voltada ao enfrentamento das organizações criminosas.
Programa Procura-se ganha nova edição
Ainda durante a coletiva, o governador anunciou o lançamento da sétima edição do programa Procura-se, iniciativa que divulga os criminosos considerados prioritários para o sistema de segurança pública mineiro. A nova lista reúne 12 foragidos da Justiça com mandados de prisão em aberto.
Os alvos respondem por crimes como homicídio, roubo, tráfico de drogas, explosão de caixas eletrônicos e ataques a instituições bancárias e financeiras. Coordenado pela Sejusp em parceria com as forças de segurança do Estado, o programa busca ampliar a captura de foragidos por meio de ações de inteligência e da participação da população.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque Denúncia Unificado 181. Além de auxiliar nas investigações, a divulgação dos procurados em plataformas digitais e materiais impressos contribui para restringir a circulação dos criminosos.
Desde a criação do programa, as seis edições anteriores registraram a prisão de 61 dos 74 foragidos incluídos nas listas divulgadas, índice que corresponde a 82,4% de efetividade.



















