Grampo torcedor

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FOTO: Divulgação

Quando se especializava na União Soviética, o genial pianista Arthur Moreira Lima e sua família eram monitorados pela ditadura, que grampeava seus telefones, no Rio de Janeiro. Certa vez, ele esperou horas por uma ligação para saber o resultado de um jogo decisivo do seu time querido, o Fluminense. Mas sua mãe de nada sabia, nem havia ninguém por perto para ela perguntar. Arthur praguejava lá de Moscou quando o sujeito que escutava a ligação clandestinamente, também Fluminense doente, gritou: “Flusão venceu! Foi 2 a 1!” E desligou.