Indenizações, novos distritos e meio ambiente avançam com mais investimentos no segundo ano do Novo Acordo do Rio Doce
GOVERNADOR VALADARES – A Samarco inicia 2026 com a expectativa de avançar na execução do Novo Acordo do Rio Doce, com a conclusão de ações nas áreas de indenizações, novos distritos e meio ambiente. Após o primeiro ano de implementação do acordo, homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro de 2024, a empresa projeta para este ano o encerramento das portas indenizatórias e a finalização das últimas seis obras no distrito de Novo Bento Rodrigues, previstas após a assinatura do termo.
Na área ambiental, a previsão é de continuidade das ações de recuperação de nascentes e de reflorestamento em toda a extensão da Bacia do Rio Doce.
Em 2025, o Novo Acordo do Rio Doce teve sua metodologia de construção e repactuação reconhecidos pelo Prêmio Innovare, na categoria “Tribunal”, pela solução consensual de conflitos complexos. Considerado o mais importante da Justiça brasileira, é realizado pelo Instituto Innovare, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Advocacia-Geral da União, associações jurídicas e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A implementação do Novo Acordo habilitou o lançamento do Programa Indenizatório Definitivo (PID), o pagamento de indenizações individuais, a extinção da Fundação Renova, a conclusão das obras nos novos distritos (que estavam em andamento no momento da homologação do Acordo), a continuidade e avanços significativos em ações ambientais de recuperação e monitoramento ao longo da Bacia, além de repasses aos governos federal, estaduais e municipais.
“Trabalhamos para implementar o Novo Acordo do Rio Doce de forma a assegurar a reparação definitiva, um compromisso que caminha em paralelo à nossa retomada operacional. A retomada consistente de nossas operações nos habilita a evoluir de forma segura e sustentável, promovendo o desenvolvimento econômico e social das regiões e cumprindo de forma rigorosa e transparente as ações de reparação acordadas. Realizamos avanços importantes em 2025 e vamos seguir com uma operação mais sustentável e com ações em prol da reparação definitiva em 2026”, afirma o presidente da Samarco, Rodrigo Vilela.
No total, foram destinados R$ 33,6 bilhões até dezembro de 2025. Deste montante, R$ 22,8 bilhões referem-se a obrigações diretas da Samarco com indenizações, o que inclui o pagamento de R$ 16,67 bilhões para mais de 353 mil pessoas. Outros R$ 10,9 bilhões foram repassados aos entes federativos e às Instituições de Justiça para o fortalecimento de políticas públicas em saúde, saneamento, infraestrutura e programas sociais. “Tudo isso criou um novo ciclo de dinamismo econômico em toda a região, o que gerou empregos, promovendo a reparação definitiva para milhares de pessoas”, destaca Vilela.
No âmbito das ações ambientais, a Samarco atingiu a marca de 45,5 mil hectares cercados e protegidos, etapa importante para a implementação do reflorestamento das áreas. A meta é alcançar 50 mil hectares. Outra ação fundamental no processo de recuperação ambiental é o restabelecimento de nascentes na bacia do Rio Doce, com a implementação de cercas e medidas de proteção já realizadas em 4,3 mil unidades até o momento. O objetivo final dessa frente é a recuperação de 5 mil nascentes.
Histórico
Desde 2015, os valores destinados à reparação e compensação, somados aos valores desembolsados no ano passado, alcançaram a marca de R$ 71,9 bilhões, incluídos os R$ 38,3 bilhões executados pela extinta Fundação Renova. O Novo Acordo do Rio Doce prevê um valor global de R$ 170 bilhões ao longo de 20 anos.
No primeiro ano, foram destinados R$ 33,6 bilhões para ações de reparação. Desde 2015, o montante aplicado em medidas de reparação e compensação já soma R$ 71,9 bilhões. Desse total, R$ 22,8 bilhões estão sob responsabilidade direta da Samarco, voltados ao pagamento de indenizações individuais, à construção dos novos distritos e à execução de ações ambientais. Outros R$ 10,9 bilhões foram repassados diretamente a estados e municípios, possibilitando o avanço de obras e a implementação de políticas públicas estruturantes.
Além disso, R$ 152,6 milhões foram destinados ao pagamento das primeiras parcelas aos 26 municípios que aderiram ao acordo, sendo R$ 111,5 milhões direcionados a 20 municípios de Minas Gerais e R$ 41,1 milhões a seis municípios do Espírito Santo.
Na frente de indenizações, foram destinados R$ 16,67 bilhões para mais de 353 mil pessoas. Desse total, R$ 15,12 bilhões correspondem a indenizações, incluindo R$ 11,1 bilhões pagos a mais de 301 mil beneficiários por meio do Programa Indenizatório Definitivo (PID). Outros R$ 1,55 bilhão referem-se ao pagamento do Auxílio de Subsistência Emergencial (ASE) e do Auxílio Financeiro Emergencial (AFE).
Em relação aos novos distritos, avançaram as obras de Novo Bento Rodrigues e Paracatu, que já estavam em execução no momento da homologação do acordo, resultando na conclusão de 389 construções. Além disso, seis imóveis adicionais em Novo Bento Rodrigues, definidos pelos moradores após a homologação do acordo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro de 2024, têm previsão de conclusão até o fim de 2026. Também foram entregues 22 bens públicos, entre escolas, unidades de saúde, cemitérios, praças e sistemas de tratamento de água e esgoto. Esses bens foram repassados à Prefeitura de Mariana, com previsão de repasse total de R$ 108,9 milhões à municipalidade, dos quais R$ 52,9 milhões já haviam sido pagos até dezembro.
Na área ambiental, seguem em andamento as ações de recuperação, com 45,5 mil hectares destinados ao reflorestamento, já cercados e protegidos, além de 4,3 mil nascentes que receberam medidas de proteção.
Operação
Em 2025, a Samarco consolidou o melhor resultado operacional desde sua retomada, projetando o posto de terceira maior exportadora de pelotas no mercado transoceânico, com a produção de 15,11 milhões de toneladas. Este desempenho integra o marco histórico de 500 milhões de toneladas embarcadas desde 1977 e reforça a eficiência de um processo que já soma 500 navios embarcados desde 2020. Operando atualmente com 60% de sua capacidade, a companhia avança com investimentos aprovados de R$ 13,8 bilhões em modernização e filtragem para atingir 100% de capacidade instalada em 2028 em Germano e até 2029 em Ubu, reafirmando sua estabilidade institucional e seu compromisso com o desenvolvimento socioeconômico de Minas Gerais e do Espírito Santo.
“Os resultados de produção e o plano de investimentos para os próximos anos refletem a estabilidade da nossa operação e a confiança no futuro da Samarco. A operação caminha lado a lado com a reparação definitiva, e seguiremos cumprindo os compromissos do Novo Acordo”, finalizou Rodrigo Vilela.
Sobre a Samarco
A Samarco, joint venture de propriedade da Vale e da BHP Brasil com sede em Belo Horizonte (MG), é uma mineradora de capital fechado que fornece pelotas de minério de ferro essenciais para a indústria siderúrgica global. Com unidades operacionais em Minas Gerais e no Espírito Santo, a companhia consolidou uma retomada pautada pela inovação tecnológica e pela segurança operacional, focando na geração de valor duradouro e no desenvolvimento sustentável dos territórios em que atua.
Na frente ambiental, protegemos 45,5 mil hectares de reflorestamento e 4,3 mil nascentes, aproximando-nos das metas de 50 mil hectares e 5 mil nascentes e consolidando etapas importantes para a recuperação do território.
Para alcançar esses resultados em 2025, contamos com cerca de 20,5 mil empregados (as), próprios (as) e terceiros (as), mantendo nosso compromisso com a contratação regional. Nas unidades de Germano e no escritório de Mariana, 75,9% dos (as) empregados (as) contratados (as) no ano passado são moradores das comunidades vizinhas. No Complexo de Ubu, 67,4% da força de trabalho admitida em 2025 também é composta por profissionais da região.
“Esses índices reforçam nosso papel como agente de desenvolvimento socioeconômico nas regiões onde atuamos. Realizamos avanços importantes no último ano e vamos seguir com uma operação mais sustentável e com ações em prol da reparação definitiva em 2026”, destacou Vilela.








