GOVERNADOR VALADARES – O Projeto Identidades: Memórias de uma Estrada de Ferro inicia uma nova etapa de sua trajetória ao chegar a cidades mineiras que margeiam a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). A iniciativa é realizada pela Culturama, com apoio da Vale, por meio do Recurso para Preservação da Memória Ferroviária da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e tem como objetivo ouvir, registrar e compartilhar histórias que vivem ao longo da ferrovia.
Após consolidar suas atividades no Espírito Santo, o projeto amplia agora sua presença para Minas Gerais, com passagens por Aimorés, Itueta, Resplendor, Conselheiro Pena, Tumiritinga e Governador Valadares. A proposta é aproximar-se das comunidades que convivem com o trem e valorizar suas memórias, saberes e experiências. Cada parada do projeto é entendida como um convite à escuta e ao reconhecimento das histórias locais. Moradores que guardam lembranças relacionadas à ferrovia — como fotografias, receitas, causos, cantigas ou relatos pessoais — são convidados a participar e contribuir para a construção desse acervo coletivo.



As contribuições podem ser enviadas por meio do canal “Alô, Identidades”, pelo WhatsApp (33) 99970-4344, ou pelo Instagram @projeto_identidades. A participação é gratuita e aberta a qualquer pessoa interessada, e os materiais compartilhados poderão integrar os registros do projeto, além de futuras publicações e ações culturais. Ao longo de 2025, o projeto percorreu territórios ligados à EFVM no Espírito Santo, escutando moradores e personagens locais que ajudam a construir a memória da ferrovia. Entre eles estavam artistas, artesãos, cozinheiras, antigos ferroviários, mestres da cultura popular, lideranças comunitárias e moradores.
O ano também marcou a consolidação do Projeto Identidades como uma ação de valorização da cultura e da memória ferroviária. Entre os principais marcos do período estão a realização do Festival Identidades, em João Neiva, que reuniu música, gastronomia, artesanato e rodas de conversa em uma celebração coletiva; o lançamento do livro “Identidades: Onde tem gente, tem memória”, em versões impressa e digital distribuídas gratuitamente para escolas, bibliotecas e grupos culturais; e a produção do Videocast Identidades, que amplia o diálogo com o público ao aprofundar as narrativas registradas pelo projeto.










