GOVERNADOR VALADARES – O prédio de três andares que desabou parcialmente na Rua João Denizar, no bairro Jardim Pérola, deve passar por demolição em caráter de urgência, segundo informou a Defesa Civil após vistoria realizada na manhã desta segunda-feira (20).
Além da Defesa Civil, a inspeção contou com a participação de engenheiros da Prefeitura de Governador Valadares e representantes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (CREA-MG). O colapso do imóvel ocorreu na manhã de domingo (19) e deixou três pessoas feridas.
Segundo o Coordenador da Defesa Civil, subtenente Geraldo Avelino, o laudo técnico será concluído ainda nesta segunda-feira e encaminhado ao proprietário do imóvel para que sejam tomadas as providências necessárias.
“Mediante a vistoria, a edificação não tem condições de reforma, então ela será demolida com o máximo de urgência. Ou seja, o proprietário será notificado sobre a demolição. Esse laudo será redigido hoje e assinado pelos profissionais competentes e será encaminhado ainda hoje para o proprietário tomar ciência e decidir qual medida tomar com urgência. Se ele não apresentar nenhum parecer, nós vamos tomar essa medida por questão de segurança ainda esta semana, demolindo o prédio de modo que traga segurança para a vizinhança e para os transeuntes”, disse.
Além disso, durante a vistoria, a equipe identificou indícios de irregularidades na estrutura da construção. Conforme Geraldo Alvelino, a ferragem utilizada não é compatível com as características da edificação.
“O laudo do técnico será mais detalhado, mas durante a vistoria constatamos que a ferragem não é compatível com a estrutura da edificação. Ela foi construída de forma irregular. Não seguiram as normas técnicas referentes à estrutura para a construção.”
De acordo com o subtenente, durante a vistoria, foi identificada uma obra no piso do pavimento térreo. Entretanto, a intervenção não tem relação com o desabamento, pois não afetou a estrutura da edificação.
Outro ponto destacado pela equipe durante a vistoria foi a ausência de documentação da construção junto aos órgãos competentes da Prefeitura. O proprietário ainda poderá apresentar documentos técnicos que comprovem a regularidade da obra, caso possua esse material.
Retirada de móveis
O coordenador da Defesa Civil informou que, após a emissão do laudo e com a presença das equipes especializadas dos órgãos municipais envolvidos, será realizada a retirada dos móveis do local de forma segura, com apoio do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar. Até a conclusão desse procedimento, os moradores não poderão acessar o prédio para retirar pertences.
Ainda de acordo com o subtenente, a edificação vizinha, apesar de estar no mesmo lote, não apresenta risco imediato, pois não possui ligação estrutural com o imóvel que sofreu o colapso. Mesmo assim, o local passará por uma nova vistoria após a demolição.
A área segue isolada e interditada até a conclusão da demolição.
Moradores acolhidos pela Secretaria de Assistência Social
Segundo a Defesa Civil, seis famílias, totalizando 14 pessoas, residiam no prédio que sofreu o colapso. A Prefeitura informou que os moradores foram identificados e acolhidos pela Secretaria de Assistência Social, que avalia cada caso para definir os encaminhamentos necessários.















