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PF é contemplada com R$ 20 milhões para enfrentamento de crimes minerários na Bacia do Rio Doce

PF é contemplada com R$ 20 milhões para enfrentamento de crimes minerários na Bacia do Rio Doce
FOTO: Luiz Guilherme Cocentino

IPATINGA – O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou nessa quinta-feira (5), em Ipatinga, a destinação de aproximadamente R$ 20 milhões para reforçar a atuação da Polícia Federal em Minas Gerais no enfrentamento aos ilícitos minerários, com foco especial na Bacia do Rio Doce. Os recursos serão aplicados na ampliação das ações de fiscalização, investigação e repressão à extração ilegal de minérios, em apoio às iniciativas regulatórias e preventivas do setor.

O investimento integra um pacote mais amplo de aproximadamente R$ 45 milhões, oriundos do Acordo Judicial de Reparação Integral e Definitiva firmado após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana. Além dos R$ 20 milhões para a Polícia Federal, os R$ 25 milhões restantes serão aplicados pela Agência Nacional de Mineração (ANM), em âmbito nacional, na modernização das ações de fiscalização e mitigação de riscos, com ênfase no desenvolvimento de ferramentas digitais e da Plataforma de Prevenção e Mitigação de Riscos na Mineração.

Ações da PF

A execução do projeto ficará sob a coordenação da Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais, com atuação direta da própria superintendência e das delegacias da PF em Governador Valadares, Ipatinga e Juiz de Fora. Juntas, essas unidades atendem cerca de 200 municípios da Bacia do Rio Doce, região que abriga aproximadamente 3,1 milhões de habitantes, incluindo comunidades ribeirinhas e áreas vulneráveis impactadas pelo desastre ambiental.

Os investimentos serão aplicados em três frentes estratégicas, com foco na modernização da estrutura operacional e investigativa da Polícia Federal. A primeira é voltada à mobilidade e comunicação, com a aquisição de viaturas especializadas, veículos blindados, guincho caracterizado e a atualização da rede de comunicação crítica, por meio do sistema TETRA.

A segunda frente envolve tecnologia e inteligência, com o uso ampliado de drones, ferramentas de sensoriamento remoto, inteligência geoespacial e computadores de alto desempenho para análise de grandes volumes de dados. Já a terceira contempla o fortalecimento da capacidade pericial, com reforço técnico nas áreas de geologia, engenharia de minas e avaliação de danos ambientais, qualificando a produção de provas nas investigações.

Com o aporte, a estimativa é de um aumento de 30% na capacidade operacional da Polícia Federal no enfrentamento aos crimes minerários no Vale do Rio Doce. Também está prevista uma ampliação de 30% da cobertura geoespacial fiscalizada e um crescimento de 25% nas operações preventivas e repressivas contra a mineração ilegal.

A iniciativa busca assegurar a responsabilização penal dos envolvidos e o desmantelamento de estruturas criminosas, atuando de forma integrada às ações regulatórias e preventivas dos órgãos de fiscalização. A medida reforça a proteção do patrimônio mineral da União e contribui para a preservação ambiental em uma das regiões mais impactadas por crimes ambientais no estado.

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