Pau-Brasil é retirado de área de obras de duplicação e replantado no Parque Dona Sinhá em Valadares

Pau-Brasil é retirado de área de obras de duplicação e replantado no Parque Dona Sinhá em Valadares
FOTO: Prefeitura de Valadares

GOVERNADOR VALADARES – Uma árvore de Pau-Brasil com cerca de 20 anos, considerada “idosa” para a espécie, foi transplantada nesta semana para o Parque Natural Municipal Emiliana Marques (Parque Dona Sinhá), em Governador Valadares. O exemplar, que estava próximo à ponte São Raimundo — em obras de duplicação —, foi retirado da área por causa de sua importância histórica.

Segundo Rodrigo Guimarães dos Santos, coordenador técnico do parque, a operação foi complexa e exigirá atenção contínua. “A operação começou por volta das 8h da manhã e se estendeu até quase o meio-dia”, relata.

A retirada da árvore foi necessária para que não fosse suprimida por causa das obras de duplicação da ponte sobre o Rio Doce, a conhecida ponte do São Raimundo. A Ecovias Rio-Minas, responsável pelo licenciamento ambiental, identificou que o Pau-Brasil era o único exemplar da espécie na área afetada pelas intervenções, reforçando a decisão de removê-lo e replantá-lo.

Rodrigo explicou que foi preciso fazer uma poda drástica antes da retirada para preparar a planta. Também foi necessário cuidar para não danificar as raízes. “Esse acompanhamento será prolongado e tem caráter de estudo científico, pois é a primeira vez que realizamos um transplante dessa magnitude aqui no parque”, destacou Rodrigo.

O transporte da árvore foi feito com ferramentas apropriadas, mas apresentou dificuldades. Houve pequenos danos, como ranhuras provocadas pelas cintas de proteção usadas para movimentar a árvore.

FOTO: Prefeitura de Valadares

Agora, o Pau-Brasil receberá cuidados diários da equipe técnica do parque, com regas constantes e adubação orgânica. “Apesar da existência de outras árvores da espécie no parque, este exemplar tem uma história única e o esforço para mantê-lo vivo será diário”, concluiu Rodrigo.

A árvore foi replantada em uma área aberta do parque Dona Sinhá, com exposição ao sol e espaço suficiente para se desenvolver. A expectativa é que ela se recupere e continue sua história em um novo ambiente.

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