GOVERNADOR VALADARES – A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta quarta-feira (7), a operação “Boleto Fantasma” para investigar a possível retenção indevida de valores pagos por contribuintes em tributos municipais de Governador Valadares. A investigação estima um prejuízo de aproximadamente R$ 5,6 milhões aos cofres públicos. As equipes cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em endereços de Belo Horizonte, Nova Lima e Contagem.
Durante a operação, os policiais recolheram celulares, documentos e outros materiais que podem ajudar a esclarecer como os valores foram movimentados.
Segundo a investigação, empresas contratadas pelo município para processar os boletos de arrecadação teriam recebido os pagamentos dos contribuintes, mas não teriam repassado os valores integralmente à prefeitura.
Diante das suspeitas, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) autorizou as buscas e determinou o bloqueio de ativos financeiros até o limite do prejuízo estimado. Além disso, a Justiça suspendeu cautelarmente as atividades da instituição investigada relacionadas à intermediação da arrecadação municipal.
A Polícia Civil realizou a operação por meio do Departamento Estadual de Combate à Corrupção e a Fraudes (Deccof), em conjunto com a Procuradoria de Justiça Especializada em Ações de Competência Originária Criminal (PCO/Caopp).
Além das apreensões, a Justiça determinou medidas para preservar os bancos de dados tributários do município. Os investigados também estão sujeitos a medidas cautelares.
Segundo a PCMG, a investigação segue sob segredo de justiça. Agora, os investigadores buscam identificar o destino dos valores e esclarecer as circunstâncias em que os pagamentos dos tributos municipais foram processados e repassados.
Prefeitura se manifesta
Segundo a Prefeitura de Governador Valadares, o município ainda não foi notificado oficialmente sobre a operação, mas emitiu uma nota oficial sobre a situação. Confira a nota na íntegra:
“A Prefeitura de Governador Valadares informa que até o momento não foi notificada oficialmente a respeito da operação realizada pela Polícia Civil, na manhã desta quarta-feira (7), em Belo Horizonte.
Com base nas informações divulgadas pelos veículos de imprensa, o Município esclarece que a apuração se refere a contratos celebrados entre a gestão municipal anterior (finalizada em 2024) e a empresa Nobe Software. Ressalta-se que tais contratos já são objeto de sindicância administrativa interna para apuração de eventuais irregularidades.
A Administração Municipal reitera que está totalmente à disposição das autoridades e dos órgãos de controle para prestar todos os esclarecimentos necessários.”







