Jair Bolsonaro pede que seguidores pressionem Senado a manter decreto de armas

FOTO: Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) pediu ontem apoio de seus seguidores nas redes sociais para pressionar senadores a rejeitarem projetos que anulam o decreto que flexibiliza a posse e o porte de armas.

Os PDLs (projetos de decreto legislativo) que tentam derrubar o decreto assinado por Bolsonaro foram aprovados na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado na última quarta-feira (12) e devem ser votados no plenário da Casa nesta terça-feira (18).

“A CCJ do Senado decidiu revogar nossos decretos sobre CACs [colecionadores, atiradores desportivos e caçadores] e posse de armas de fogo. Na terça (18), o PL será votado no plenário. Caso aprovado, perdem os CACs e os bons cidadãos, que dificilmente terão direito de comprar legalmente suas armas. Cobrem os senadores do seu Estado”, escreveu o presidente no Twitter.

Na CCJ, o resultado contrário ao decreto armamentista por 15 votos a 9 foi construído a partir de um acordo entre parlamentares, que envolveu partidos de esquerda e de direita, além dos senadores independentes. Se for aprovada, a matéria será remetida à Câmara dos Deputados, onde começará nova tramitação.

Os PDLs que questionam o decreto de Bolsonaro defendem que a medida é inconstitucional e que o presidente não pode legislar por meio de um ato normativo de iniciativa própria. Os autores argumentam que, nesse caso, houve uma invasão de competência.

UOL/FOLHAPRESS

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

LEIA TAMBÉM

TSE proíbe Pablo Marçal de fazer campanha e ir a debates

BRASÍLIA – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira (20) proibir o candidato à Presidência da República Pablo Marçal (PRTB) de fazer campanha eleitoral, comparecer a debates e participar

Deputado vira réu no STF por injúria contra Lula

BRASÍLIA – A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (18) tornar réu o deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES) pelo crime de injúria contra o presidente