Influenciador mineiro condenado a mais de 26 anos é preso nos Emirados Árabes 

Influenciador mineiro condenado a mais de 26 anos é preso nos Emirados Árabes 
FOTO: Reprodução/ Redes Sociais

UBERLÂNDIA – Um influenciador digital de 30 anos, Lohan Ramires, natural de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, foi preso nos Emirados Árabes Unidos no último dia 4 de setembro. Ele estava foragido da Justiça brasileira e foi condenado a 26 anos e um mês de prisão por crimes como tráfico de drogas, associação criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e outros delitos. O influneciador tem mais de 600 mil seguidores no Instragram.

A Polícia Civil divulgou as informações nessa segunda-feira (15). A detenção ocorreu em ação da polícia local com base em informações compartilhadas pela Coordenadoria de Operações Estratégicas (COE) da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). A prisão foi confirmada na segunda (15) pela Interpol, que comunicou oficialmente a polícia mineira.

Histórico de operações

O influenciador era um dos principais alvos de três grandes operações deflagradas nos últimos anos pela PCMG em parceria com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

  • Diamante de Vidro (2021): combateu crimes de tráfico de drogas, receptação, estelionato e lavagem de capitais, resultando na primeira condenação do investigado.
  • Má Influência (2022): apreendeu anabolizantes, joias, veículos de luxo e dinheiro em espécie. Nessa ação, o suspeito foi sentenciado a mais de 18 anos de prisão.
  • Erínias (2023): apurou um possível esquema para eliminar autoridades de segurança pública a partir de presídios.

Em todas essas operações, o influenciador digital figurou como alvo da polícia.

Extradição e próximos passos

Concluídos os trâmites legais no Oriente Médio, o investigado será submetido a processo de extradição para o Brasil, onde deverá cumprir as penas já impostas pela Justiça mineira.

A localização e prisão foram possíveis graças ao trabalho integrado da PCMG, da Polícia Federal (PF), da Interpol e do MPMG. Participaram das investigações o Setor de Inteligência da COE da PCMG, a Agência de Inteligência do 9º Departamento da PCMG em Uberlândia, a Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) da PF, a Interpol e o Gabinete de Segurança e Inteligência (GSI) do MPMG.

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