GORVERNADOR VALADARES – O 3º Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), divulgado na última sexta-feira (19) pela Prefeitura de Valadares, revelou que 4,2% dos imóveis pesquisados na cidade apresentam focos do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. O índice indica um aumento em relação ao levantamento anterior, realizado em março, quando a infestação era de 3,5%.
Realizado entre os dias 8 e 12 de setembro, o estudo contou com a participação de cerca de 60 agentes que vistoriaram aproximadamente 6.000 imóveis. O levantamento reforça a predominância dos focos do mosquito dentro das residências, que representam mais de 90% dos locais identificados. Ralos, calhas e lajes foram os principais criadouros, somando 50,7% dos focos — crescimento significativo em comparação aos 34,6% registrados em março.
Outros locais de destaque incluem vasos e pratos de plantas, que passaram de 22,8% para 23,9%, e reservatórios de água secundários, que aumentaram de 12,7% para 18,8%. Já os focos relacionados ao lixo diminuíram expressivamente, de 15,8% para 3,3%. Depósitos naturais também tiveram alta, subindo de 0,4% para 2,5%, enquanto pneus e caixas d’água mantiveram percentuais baixos, em 0,4%.
Variação entre bairros
Dos 14 estratos avaliados, apenas cinco registraram redução nos índices de infestação. O maior recuo ocorreu no estrato 10, que abrange o bairro Santa Rita, caindo de 5,4% para 2,8%. Outros estratos com queda foram:
- Estrato 3 (Santa Helena, Morro do Carapina, Nossa Senhora das Graças, Querosene, Monte Carmelo e Santa Efigênia): 4,7% para 3,3%.
- Estrato 13 (Jardim Alice, Vila Rica, Penha, Novo Horizonte, entre outros): 4,8% para 3,7%.
- Estrato 14 (Vila Isa I, Vila Ricardão, Jardim Primavera e adjacências): 3,3% para 2%.
- Estrato 6 (Centro, Esplanada, Esplanadinha e São Pedro): redução leve, de 4,9% para 4,8%.
Por outro lado, a maioria dos estratos apresentou aumento nos índices, destacando-se:
- Estrato 12 (Atalaia, Ipê, Vale do Sol, Cidade Jardim e Asteca): de 2,3% para 8,2%.
- Estrato 4 (Vila Bretas, Vila Mariana, Morada do Acampamento, Lourdes e São Geraldo): de 1,4% para 4,8%.
- Estrato 8 (Jardim do Trevo, Santa Paula, Turmalina e outros): de 2,5% para 5,1%.
- Estrato 1 (Nova Vila Bretas, Mãe de Deus, Santo Antônio, Altinópolis e Planalto): de 1,5% para 3,8%.
- Estrato 2 (Grã-Duquesa, Maria Eugênia, Santo Agostinho e outros): de 2,9% para 3,6%.
- Estrato 9 (Vila Império, São Cristóvão, Jardim Pérola e bairros vizinhos): de 4,6% para 5,1%.
- Estrato 7 (Capim, Conjunto Sir, Universitário e arredores): de 3,1% para 3,6%.
- Estrato 11 (Vila Isa, São Raimundo, Vera Cruz e adjacências): de 3,4% para 3,7%.
- Estrato 5 (Ilha dos Araújos, JK, São Paulo, Santa Terezinha e São Tarcísio): leve alta de 3,7% para 3,8%.
Ação conjunta para o controle do mosquito
Apesar dos esforços do poder público municipal e estadual, incluindo investimentos em equipamentos modernos, contratação e capacitação de novos Agentes de Combate às Endemias (ACE), os índices de infestação apontam para um cenário de retrocesso.
A Prefeitura de Governador Valadares, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), informa que intensificará as ações específicas de combate ao Aedes aegypti em cada estrato, buscando frear a propagação do mosquito e, consequentemente, das doenças que ele transmite.
A administração municipal reforça a importância da participação da população, convocando moradores a inspecionar semanalmente suas residências, eliminando criadouros e locais com água parada. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, apenas dez minutos por semana dedicados à checagem de quintais, vasos, ralos e reservatórios podem contribuir para a redução da infestação e garantir a saúde coletiva.







