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Emater-MG alerta sobre importância da vacinação e do controle de parasitas no rebanho bovino

Foto: Diego Vargas/Seapa

BELO HORIZONTE – A saúde dos animais é um dos pilares da produtividade na pecuária. Um rebanho saudável reduz perdas, diminui gastos com medicamentos e garante melhores resultados na produção de leite e carne. Pensando nisso, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) reforça a importância de incluir o manejo sanitário no planejamento de todas as propriedades rurais, com atenção constante à vacinação, prevenção de doenças e controle de parasitas.

De acordo com o zootecnista Manoel Lúcio Morais, coordenador técnico estadual da Emater-MG, o primeiro passo para manter a boa saúde do rebanho é ter um calendário sanitário atualizado e fixado em local visível. “O calendário ajuda o produtor a se organizar e não perder o momento certo de cada vacina ou tratamento preventivo. Essa regularidade é essencial para o sucesso sanitário do rebanho”, afirma Morais.

Os cuidados começam logo após o nascimento do bezerro. O fornecimento do colostro — o primeiro leite materno — nas primeiras horas de vida é considerado uma das medidas mais importantes para garantir a imunidade inicial contra diversas doenças. “O colostro funciona como a primeira vacina natural. Ele precisa ser oferecido logo nas duas primeiras horas após o parto, para que o bezerro absorva os anticorpos maternos”, explica o zootecnista.

Outro procedimento fundamental é a cura do umbigo, que deve ser feita com álcool iodado para evitar infecções e complicações nos recém-nascidos. A vacinação, por sua vez, é uma das principais formas de prevenção. A imunização contra a brucelose, obrigatória para bezerras entre três e oito meses de idade, deve ser realizada por médico veterinário ou profissional credenciado. Já a vacina contra a raiva deve ser aplicada anualmente.

Também é recomendada a vacinação contra as clostridioses, um grupo de enfermidades que pode causar morte súbita em bovinos, como o tétano e o botulismo. “Essas doenças ainda provocam prejuízos expressivos ao produtor. A prevenção, por meio da vacina, é o caminho mais seguro e econômico”, ressalta Morais. Além das vacinas, o controle de parasitas é outro ponto essencial do manejo sanitário. O carrapato bovino, por exemplo, afeta diretamente a produtividade e pode transmitir doenças graves. Segundo o coordenador, é fundamental que o produtor use produtos adequados e siga corretamente as instruções de uso. “O banho deve ser feito com segurança, respeitando a dosagem e o intervalo entre as aplicações. Também é importante usar equipamentos de proteção durante o preparo e a aplicação do produto”, orienta.

No caso das verminoses, Morais recomenda o uso de vermífugos de largo espectro e a rotação de pastagens. Ambientes úmidos e superlotados favorecem a proliferação de vermes, e medidas simples, como a limpeza das instalações e a separação dos animais jovens dos adultos, ajudam a controlar o problema. Já o berne, causado por larvas de moscas, pode ser prevenido com a limpeza adequada das áreas de criação e o manejo correto do esterco.

Entre as doenças mais comuns em vacas leiteiras está a mamite, uma inflamação do úbere que compromete a produção e a qualidade do leite. “A higiene na ordenha é a melhor forma de prevenção. O uso da caneca de fundo escuro e a realização periódica do teste CMT (Califórnia Mamite Teste) permitem identificar os primeiros sinais da doença, evitando prejuízos maiores”, orienta o coordenador. Para Morais, o manejo sanitário é mais do que uma prática de cuidado — é um investimento que traz retorno direto ao produtor. “Quando o produtor segue as orientações técnicas, garante o bem-estar dos animais, mantém a produtividade e melhora o resultado econômico da propriedade”, conclui.

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