Em busca de paz e sossego: cresce a procura por chácaras em Valadares

Procura por paz, ar livre, contato com a natureza, longe do estresse do dia a dia ou fugindo das aglomerações. Esses são alguns dos motivos que têm impulsionado muitos valadarenses a trocar os bairros tumultuados pelo sossego de locais mais retirados da cidade. Com a pandemia do novo coronavírus, essa procura se intensificou ainda mais. Outro motivo é a sansão de leis voltadas para o parcelamento de solo rural, através do Fundo Especial de Arrecadação da Compensação de Área Institucional (FEACAI) e a criação da Zona Especial de Urbanização para Chacreamento (ZEUC).

A regulamentação dos chacreamentos nasce de uma demanda antiga de proprietários, empreendedores e, sobretudo, dos adquirentes de chácaras, que antes não tinham a documentação. Quem explica é o secretário municipal de Planejamento, Jackson Sousa Lemos, que ressalta a importância da Lei Complementar nº 275.  “A procura por esse tipo de negócio tem sido uma realidade em nossa região. Essa lei é importante porque ela dá mais segurança aos compradores de chácaras. A pessoa vai poder registrar a partir de 1.000 m2. Antes, para adquirir uma chácara, tinha que ser aproximadamente 5.000 m2. A lei garante ao empreendedor a matrícula e a regulamentação das chácaras. Tudo isso contribui para manter uma cidade bem planejada e organizada. Esse é o nosso papel: buscar soluções para beneficiar o cidadão valadarense”, ressaltou.

Requisitos para adquirir uma chácara

A lei complementar 275 , dentre outras disposições, traz normativas para o empreendedor, a fim de viabilizar a implantação de condomínio de chácaras. Requisitos que os projetos de parcelamento deverão atender: diretrizes a serem seguidas pelas edificações em cada chácara de recreio, procedimentos para aprovação, alvará de licença para execução das obras, alienação das chácaras, convenção de condomínio, instituição do Fundo Especial de Arrecadação da Compensação de Área Institucional, além de penalidades e outras questões.

No caso das chácaras de recreação já existentes, estas terão o prazo de 48 meses, contados a partir da publicação desta lei, para apresentar toda a documentação exigida pelo município. Caso contrário, poderão sofrer sanções.

Procura por paz e sossego

A procura por chácaras tem dado pistas de que o mercado imobiliário em Valadares pode apresentar uma alta lucratividade nos próximos meses, e até mesmo anos. Para se ter uma ideia desse crescimento, a OLX, uma das maiores plataformas de compra e venda online do Brasil, vem acompanhando as tendências do mercado imobiliário e realizou um levantamento para avaliar o interesse por terrenos localizados na área rural. Segundo os dados do portal, a procura por esses tipos de imóveis cresceu 52% no Brasil no terceiro trimestre de 2020, em relação ao mesmo período em 2019.

Seja para morar, para passar o fim de semana ou até investir, ter uma chácara é um caminho que, durante a pandemia, tem sido um dos mais escolhidos pelos clientes do corretor de imóveis Jovano. “O púbico que mais opta por adquirir uma chácara são pessoas aposentadas. Os locais que têm mais opções de chácaras são em Pontal, Baguari e Alpercata, seja pela procura por um lugar sossegado ou investimento para o futuro. O que motiva essas pessoas a comprarem essas chácaras são as parcelas pequenas em comparação com as dos imóveis e facilidade no pagamento, que é dividido e várias parcelas”, afirmou.

O corretor de imóveis Jovano destacou a presença de chacreamentos em Valadares

Durante a pandemia, muitas pessoas que moram fora de Governador Valadares têm pensado no futuro e preferido um lugar mais distante da movimentação do Centro. É o caso, por exemplo, do aposentado José Domingues, 68 anos, que vive na Flórida, nos Estados Unidos. Mesmo de longe, comprou duas chácaras em Valadares.

“Recentemente adquiri uma chácara, mas ainda não cheguei a conhecer, só vi por foto. Mas eu gostei muito. A localização é perfeita, é perto de Valadares, tem muitos pássaros e é perto de uma cachoeira. Meu objetivo é ficar mais um tempo aqui e depois voltar para o Brasil, para curtir a minha aposentadoria na minha chácara. Acho que muita gente que vem pra cá acaba fazendo isso porque perto de Valadares tem lugares muito bonitos para se viver”, contou o aposentado.

José Domingues, 68 naos, comprou uma chácara recentemente em Valadares pensando em curtir a aposentadoria com a família.

Urbano Santos, que já atua na venda de imóveis, decidiu vender chácaras. Segundo o empresário, o aumento pela procura por chácaras inclui a facilidade de adquirir o terreno e a procura por paz e sossego. “Valadares é uma cidade que tem muitos distritos que são colados no município, e a Prefeitura regularizou os chacreamentos na cidade. Com isso, esses locais se tornam mais acessíveis e mais visados por empresários ou pessoas que sonham em ter uma chácara. Esse tipo de negócio movimenta a economia de qualquer cidade. Quando se adquire uma chácara, você movimenta cartórios, madeireiras, lojas de materiais de construção e mão de obra local, dando oportunidades de emprego para quem trabalha no ramo de construção civil. Temos vários estilos de compradores: aposentados, policiais aposentados e pessoas que procuram uma qualidade de vida em contato com a natureza. Já vendi para pessoas que moram em outros estados também, e valadarenses que foram para os Estados Unidos e pensam no futuro, quando retornarem para o Brasil, em viver em um lugar sossegado”, explica.

O desejo de ter um recanto para o isolamento ou valorizar o terreno para futuramente investir também é uma boa opção. “Pessoas que acabaram de se aposentar são os que mais procuram esse tipo de investimento, seja para morar ou passar o fim de semana. Quem mora no exterior também compra bastante, pois compra o terreno e deixa valorizando com o tempo. A maioria dessas chácaras é bem próxima da cidade”, afirmou Urbano.

Há opções mesmo para quem não deseja morar em uma chácara, já que o terreno é útil para investimentos como locações para festas ou reuniões de família no final do ano, com os aluguéis girando em torno R$1.000 a R$3.000 o final de semana.

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