
Um grupo com 48 brasileiros que entraram nos Estados Unidos através da fronteira com o México, na região de Campo (Califórnia), foi abandonado pelos coiotes. As autoridades de imigração relataram que os imigrantes foram encontrados a cerca de 80 quilômetros de uma área urbana, na madrugada do dia 27 de julho.
O porta-voz do Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, sigla em inglês), Angel Moreno, disse que os brasileiros estavam desorientados. “Os coiotes são criminosos que vendem a travessia ilegal por dezenas de milhares de dólares e se preocupam apenas com o dinheiro”, destacou.
O grupo tinha brasileiros de até 49 anos, além de 17 crianças e bebês. Os menores estavam acompanhados pelos pais ou parentes e não foram separados dos familiares. “Eles estão agora sob custódia do CBP”, disse Angel.
Ele acrescentou que cada imigrante que entra na Califórnia sem autorização e é encontrado pelos agentes passa por avaliações de saúde e é interrogado, para se saber a motivação que o levou a entrar ilegalmente no país.

Aqueles que se dizem vítimas de violência ou perseguição política podem entrar com um pedido de asilo, outros precisam passar por uma audiência diante de juízes de imigração, e muitos são deportados para seus países de origem.
O número expressivo de crianças no grupo de brasileiros não é por acaso. Essa tem sido uma estratégia de marketing para os criminosos que vendem travessias ilegais, já que aqueles que entram de forma ilegal nos Estados Unidos acompanhados de menores de idade não são deportados imediatamente. Assim, as famílias ganham tempo para tentar convencer as autoridades locais.
O aumento no número de brasileiros que tentam entrar ilegalmente nos EUA aumentou muito durante o governo Biden e chamou a atenção das autoridades. De acordo com Angel, só na região de San Diego houve um salto de 330 brasileiros detidos em 2020 para mais de 7.000 neste ano.
O CBP informou que quase 30 mil brasileiros foram detidos na fronteira sul, sem visto. Isso é um recorde nos últimos 14 anos. Com este aumento, brasileiros já ocupam a sétima posição entre as pessoas que atravessam a fronteira ilegalmente. (Com Brazilian Times)

















