JAMPRUCA – Às vésperas do Dia da Árvore, celebrado em 21 de setembro, a Rede Rio Doce de Sementes e Mudas destaca a importância da restauração florestal para a recuperação ambiental da Bacia do Rio Doce. A iniciativa, estruturada a partir dos programas de reparação realizados pela Samarco e das ações ambientais previstas no Novo Acordo do Rio Doce, vem ampliando a atuação em Minas Gerais e no Espírito Santo.
Desde o início do projeto, mais de 185 toneladas de sementes nativas da Mata Atlântica foram coletadas nos dois estados. Atualmente, a Rede reúne cerca de 1.250 coletores ativos, organizados em 33 núcleos. Além de contribuir para a recuperação de áreas degradadas, o trabalho envolve comunidades locais na coleta de sementes e na conservação da biodiversidade. O banco de sementes reúne 354 espécies da Mata Atlântica, que são utilizadas em ações de restauração ambiental por meio de semeadura direta, produção de mudas e recomposição de áreas em larga escala.
A atividade também representa uma fonte de renda para as comunidades participantes. Desde a criação da Rede, aproximadamente R$ 16,4 milhões foram destinados aos coletores de sementes, contribuindo para a valorização do conhecimento tradicional e para a geração de renda.
Segundo o analista de Meio Ambiente da Samarco, Antonio Sergio Cardoso Filho, a participação das comunidades é um dos elementos importantes para os resultados da restauração. “Cada semente coletada representa uma oportunidade de recuperar a Mata Atlântica e acelerar a restauração ecológica da Bacia do Rio Doce. Mais do que recompor áreas degradadas, a Rede fortalece a cadeia produtiva da restauração, valoriza o conhecimento das comunidades locais, gera renda e promove um modelo em que conservação da biodiversidade e desenvolvimento social caminham juntos”, destacou.



Na imagem, Fernanda Tavares, analista ambiental da Samarco. Recuperacao florestal no municipio de Periquito – FOTO: Divulgação/Samarco
Minas Gerais amplia participação
Em 2026, a Rede ampliou a atuação em Minas Gerais com a entrada da Aldeia Indígena Mirueira Pataxó, em Guanhães, a participação de três assentamentos rurais em Jampruca e a retomada das atividades de um núcleo em Nacip Raydan. Em Jampruca, um dos destaques é o Núcleo Maritacas. O grupo passou de 10 participantes, em 2022, para 47 coletores ativos em 2026. A expectativa é que sejam entregues cerca de seis toneladas de sementes neste ano.
A região também conta com outros núcleos formados por assentamentos rurais, agricultores familiares e coletores organizados. Com isso, Jampruca se consolidou entre as principais frentes de atuação da Rede. Em Minas Gerais, a iniciativa está presente em Açucena, Caratinga, Carmésia, Guanhães, Sabinópolis, São João Evangelista, Santa Maria do Suaçuí, Nacip Raydan, Jampruca, Frei Inocêncio, Campanário, Resplendor e Tumiritinga.
Coleta cresce no Espírito Santo
No Espírito Santo, a Rede atua em Alto Rio Novo e Linhares. Em Alto Rio Novo, o aumento da participação da Associação de Coletores de Sementes Nativas fez o volume coletado crescer de forma significativa. Em 2025, foram coletadas três toneladas de sementes. Para 2026, a previsão é chegar a 10,5 toneladas, mais que o triplo do volume registrado no ano anterior.








