AIMORÉS – Nesta terça-feira (5), a Usina Hidrelétrica de Aimorés completa duas décadas de operação, consolidando-se como um importante ativo do setor elétrico brasileiro. Localizada na Bacia do Rio Doce, a unidade está presente nos municípios de Baixo Guandu, Aimorés, Resplendor e Itueta, desempenhando papel relevante no fornecimento de energia e na estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Com capacidade instalada de 330 megawatts (MW), a usina contribui diretamente para o atendimento da demanda energética do país. Desde sua inauguração, em 2006, a trajetória da unidade tem sido marcada por ciclos contínuos de aprimoramento operacional e de gestão, com foco na segurança, na confiabilidade dos equipamentos e no controle rigoroso de processos. As atividades seguem alinhadas às exigências regulatórias e ambientais, com monitoramento constante dos órgãos competentes.
De acordo com o coordenador da usina, Adilison Melo, o compromisso com a excelência operacional permanece como prioridade ao longo dos anos. “Mais do que gerar energia, a usina faz parte da vida da região, contribuindo para o desenvolvimento, respeitando o meio ambiente e ampliando oportunidades para as comunidades locais”, afirma.
Desenvolvimento que transforma a comunidade
Durante a fase de implantação, a construção da usina impulsionou a geração de empregos e a capacitação profissional, especialmente nas áreas ligadas à construção civil e à manutenção industrial. Muitos trabalhadores locais encontraram, nesse período, a oportunidade de ingressar no setor elétrico.
É o caso de Artur Emanuel Simoura, técnico de operação e manutenção eletroeletrônica da Aliança Energia. Ele relembra que iniciou sua trajetória como trabalhador rural e viu, na construção da usina, a chance de mudar de vida. “Tive a oportunidade de conquistar, na minha carteira de trabalho, uma profissão”, destaca.
Ao longo dos anos, a empresa também firmou parcerias com organizações da sociedade civil e instituições locais, apoiando projetos sociais e ambientais nos municípios do entorno. As iniciativas são desenvolvidas em articulação com políticas públicas e ações já existentes na região. Segundo Fernanda Lopes, representante do projeto Anjos que Montam, uma das iniciativas apoiadas por meio do Fundo da Infância e Adolescência (FIA), o impacto dessas parcerias é significativo. “Esse investimento permite que as instituições ampliem o número de pessoas atendidas, gerando um impacto social muito grande na comunidade”, ressalta.
Educação ambiental e legado para o futuro
Além da geração de energia, a usina também se destaca pelo legado socioambiental deixado na região. Um dos principais exemplos é o Parque Botânico Aliança Energia, localizado em Aimorés. Com cerca de 186 hectares, em sua maioria de áreas reflorestadas, o espaço se tornou referência em educação ambiental. O parque oferece trilhas, atividades interativas, espaços culturais e experiências educativas, sendo amplamente utilizado por escolas e instituições da região. No dia 14 de maio, o parque completa 17 anos de funcionamento, com mais de 25 mil visitantes recebidos ao longo desse período.









