GOVERNADOR VALADARES – Nos últimos dias, boatos sobre supostos casos de tuberculose em Valadares têm circulado na cidade e gerado preocupação na população. Diante da repercussão, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), esclareceu a situação e reforçou que não há motivo para alarme.
Segundo a administração municipal, profissionais da SMS estão atuando em conjunto com o Distrito Sanitário Especial Indígena, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e a Superintendência Regional de Saúde (SRS) no acompanhamento de casos de tuberculose registrados em crianças indígenas. Embora esses casos pertençam a outra regional, o atendimento é feito em Valadares, já que a Casa de Saúde do Indígena (CASAI) está localizada no município.
As medidas envolvem desde o cuidado hospitalar e ambulatorial até a oferta de exames e medicação. Além disso, familiares e pessoas que tiveram contato com as crianças enfermas estão sendo avaliados, orientados e passando por exames complementares, como radiografias, seguindo protocolos de prevenção e diagnóstico. A Prefeitura reforça que não há contaminação em massa na CASAI. Os exames de radiografia aplicados aos contatos fazem parte do protocolo de rotina, sem indício de risco coletivo.
O que é importante saber sobre a tuberculose
A tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria e tem como principal sintoma a tosse persistente por mais de três semanas. Entre os grupos mais vulneráveis estão pessoas em situação de rua, privados de liberdade, indígenas, institucionalizados, imigrantes e pessoas vivendo com HIV. Para esses públicos, qualquer duração de tosse já deve ser investigada.
Em Valadares, a coleta de exames de escarro é gratuita e pode ser feita no Creden-pes, localizado na Rua Osvaldo Cruz, nº 21, no Centro. Também é possível entregar a amostra nas unidades de saúde, em dias específicos. O material deve ser coletado em jejum, logo pela manhã e sem escovar os dentes, em pote de boca larga protegido da luz solar, sendo entregue no mesmo dia. A SMS lembra ainda que, na maioria dos casos, crianças dificilmente transmitem a doença. Outro ponto importante é que a tuberculose tem cura e o tratamento, oferecido gratuitamente pelo SUS, dura em média seis meses. Após alguns dias de medicação, o paciente já deixa de transmitir a enfermidade.







