GOVERNADOR VALADARES – A Prefeitura está reforçando as ações de fiscalização contra o descarte irregular de lixo na cidade. Na última semana, um flagrante resultou em uma multa de R$ 6.575,41 aplicada a um infrator identificado por meio de denúncia anônima, com fotos e vídeos. A autuação ocorreu após o proprietário de uma caminhonete ser flagrado despejando resíduos de forma irregular no bairro Floresta.
A ação faz parte de uma política de “tolerância zero” adotada pela gestão municipal, diante do alto custo gerado por esse tipo de infração. De acordo com a Secretaria de Obras e Serviços Urbanos, somente neste ano foram realizadas 10 limpezas na Rua Manga, no bairro Floresta, ao custo médio de R$ 13.200 cada — totalizando aproximadamente R$ 132 mil. Cenário semelhante se repete nas imediações da Açucareira (R$ 132 mil) e da Feira da Paz (R$ 92,4 mil). No total, os gastos com limpezas em pontos de descarte irregular ultrapassam os R$ 350 mil nessas três áreas.

Além do impacto financeiro, o problema compromete a operação de outros serviços urbanos.”Hoje, gastamos cerca de R$ 500 mil por mês para limpar todos esses pontos de descarte. Ao final do ano, isso representa cerca de R$ 6 milhões que poderíamos estar usando para construir creches ou postos de saúde. Então, a população precisa se conscientizar”, afirma o secretário de Obras e Serviços Urbanos, Robert Nogueira.
Na última terça-feira (29), a Prefeitura promoveu uma nova ação de limpeza e conscientização em áreas críticas, com apoio da Polícia Militar de Meio Ambiente. Durante a operação, foram instaladas placas de advertência em cerca de 50 locais utilizados ilegalmente para descarte. O prefeito Coronel Sandro esteve presente e reforçou o compromisso da gestão com o meio ambiente. ”Nós estamos instalando as placas educativas em aproximadamente 50 locais de descarte irregular, porque agora é ‘tolerância zero’ contra quem faz isso. Nós identificamos que aqui no bairro Floresta se trata de um lote particular. O proprietário vai ser notificado e incluído na ação de ressarcimento, uma vez que o município, ao invés de poder usar os recursos em saúde e educação, por exemplo, tem que usá-lo em limpeza por causa da irresponsabilidade de gente que joga lixo no lugar errado”, declarou.

O secretário de Meio Ambiente, Guilherme Castro, alertou para as consequências legais e ambientais da prática. “O infrator responde administrativamente e pode ser acionado judicialmente, inclusive para ressarcir os custos da limpeza. Além disso, os danos ao meio ambiente são duradouros, afetando o solo e poluindo rios como o Doce, principalmente durante o período chuvoso”“De acordo com a legislação ambiental, quem comete essa ação está sujeito a infrações administrativas. Obrigatoriamente, a Prefeitura comunica ao Ministério Público e isso torna-se também um processo. Além disso, o infrator pode responder civilmente, tendo que ressarcir o Município por todos os gastos com o recolhimento desse resíduo e também com os danos ambientais que porventura causar”, explicou.
Alternativas para o descarte correto
Para evitar que resíduos sejam jogados em locais impróprios, o município disponibiliza dois Ecopontos — locais adequados para o descarte voluntário:
- Bairro Santos Dumont: Rua Israel Pinheiro, em frente ao número 668
- Bairro Turmalina: Rua Mogno, esquina com a Rua Doze








Comments 2
Parabéns ao prefeito que continue com o trabalho. Sentindo no bolso tornam-se mais educados, a cidade faz parte da casa deles, querem manter a casa limpa sujando o quintal deles que é a cidade.
Aqui no bairro betel, o lixao está cada dia maior.
Sem placa, sem fiscalização.
Urubus toda parte.