Réu da Chacina de Tumiritinga é condenado a mais de 62 anos de prisão

FOTO: Ilustrativa/Freepik

TUMIRITINGA – Um dos executores da Chacina de Tumiritinga recebeu uma condenação de 62 anos e três meses, após o Tribunal do Júri que começou na manhã de quarta-feira (8) e concluído na madrugada de quinta (9). O réu foi condenado por cinco homicídios consumados, um homicídio tentado e por integrar uma organização criminosa armada majorada pela participação de agentes públicos.

Um segundo réu, considerado de menor participação, foi absolvido, enquanto um dos mandantes, que também seria julgado, teve o caso desmembrado. Ao todo, ainda dois envolvidos na Chacina de Tumiritinga aguardam julgamento

Os promotores Carlos Eugênio Souto Maior Filizola Júnior e Enzo Pravatta Bassetti participaram do julgamento. Os acusados foram denunciados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pela prática de diversos crimes, incluindo homicídio.  

Relembrando o caso

No dia 7 de fevereiro de 2012, um ex-vereador, seus dois filhos e um casal de trabalhadores da fazenda foram assassinadas em uma propriedade rural em Divino do Sul, distrito de Tumiritinga. A Chacina de Tumiritinga aconteceu no dia 7 de fevereiro de 2012. Na ocasião, duas pessoas conseguiram escapar, entre eles um adolescente que testemunhou parte dos crimes.

De acordo com as investigações do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o crime foi cometido por integrantes da organização criminosa “La Famiglia”, grupo considerado responsável por execuções, coação de testemunhas, invasões, extorsões e tráfico de armas e drogas e que atuava no Vale do Rio Doce.

Segundo o MPMG, a chacina teve motivação de queima-de-arquivo, com a intenção de impor autoridade pela força e intimidação. Os executores se passaram por policiais, algemaram as vítimas e as executaram mediante pagamento.



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