Habitantes do Morada do Vale e bairros vizinhos estiveram na Câmara Municipal na terça-feira para cobrar o fim dos alagamentos na região. Os moradores compareceram à sede do Legislativo para audiência pública convocada pela vereadora Iracy de Matos (Solidariedade). Segundo a parlamentar, desde 2013 os alagamentos têm sido constantes nos bairros Morada do Vale, Lagoa Santa, Santo Agostinho e Grã-Duquesa.
Residente do Morada do Vale, Iracy relata que ficou impossibilitada de sair de casa durante um desses alagamentos. “Fiquei dois dias sem poder sair de casa, mas fui abençoada porque nosso prédio é mais elevado e a água não chegou lá. Mas foi muito triste, nossos vizinhos perderam tudo. Esse é um sentimento que, se a pessoa não tiver controle emocional, ela adoece. Às vezes a pessoa não está preparada financeiramente para repor o que ela perdeu”, afirmou a vereadora.
A presidente da Associação de Moradores do Bairro Morada do Vale, Dirce de Oliveira Almeida, questiona a ocorrência de alagamentos, uma vez que não há rios na proximidade. “Infelizmente, hoje, qualquer chuva já é motivo de alagamento. Morador do bairro morada do Vale já não tem paz. Quando escurece o céu, ele começa a rezar, com medo de chuva. Deve ter alguma coisa errada, porque nós não somos ribeirinhos. Nós não moramos ao lado do rio. De onde vem essa água? Essa água vem de algum erro, alguma coisa que ficou sem completar”, disse.
Em nota, a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos (SMOSU) informa sobre a execução de sarjetas (canaletas) no Morada do Vale, para minimizar problemas causados pelo acúmulo de água, assim como os problemas de manutenção viária referentes a esses alagamentos. No bairro Lagoa Santa, a SMOSU relata que está executando limpeza da rede de drenagem que sai da lagoa, para melhorar o escoamento das águas de chuvas, retirando, periodicamente, os sedimentos que ficam depositados após fortes precipitações.
“Também está sendo feito um estudo de viabilidade junto à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, para a construção de uma nova lagoa para reter águas pluviais advindas de loteamentos. O Departamento de Obras Viárias busca, ainda, soluções para realizar intervenções com a finalidade de rebaixar o vertedouro e desassorear a lagoa”, afirma trecho da nota da SMOSU.
por THIAGO FERREIRA COELHO


















