[the_ad id="288653"]

Quase 3.000 crianças brasileiras entraram ilegalmente nos EUA em apenas dois meses

Um relatório divulgado nesta semana mostrou que somente nos meses de maio e junho, um total de 2.857 bebês e crianças menores de seis anos cruzou ilegalmente a fronteira entre o México com os Estados Unidos. Todas são brasileiras e foram detidas por agentes do Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, sigla em inglês).

Estes dados inéditos fornecidos pela agência de imigração destacam que o total de menores de seis anos apreendidos por agentes dos EUA em apenas dois meses já supera o acumulado nos sete meses anteriores.

Destas 2.857 crianças, 12 entraram no país sem a companhia dos pais ou responsáveis legais e, após o encontro com os agentes, foram colocadas temporariamente sob custódia do governo.

De acordo com uma reportagem divulgada pela BBC News Brasil, uma das crianças é um bebê identificado por João, de apenas um ano e meio de idade. Ele ficou mais de um mês em uma casa provisória na Virgínia.

A mãe dele, que ganhou permissão para ficar nos Estados Unidos depois de cruzar a fronteira com outro filho, teve que provar que não tinha antecedentes criminais no Brasil para localizar o bebê. A partir de agora, eles aguardarão em território norte-americano o desfecho do processo perante o tribunal de imigração.

O número de imigrantes brasileiros ilegais aumenta a cada mês e chama a atenção do Serviço de Imigração dos Estados Unidos. O Brasil já ocupa a sétima fonte mais frequente de imigrantes indocumentados, à frente de Cuba, Haiti, Nicarágua, Colômbia e Venezuela, países que passam por intensas crises internas e com histórico de envio de grande quantidade de pessoas aos Estados Unidos.

O número de brasileiros detidos em 2021, após cruzar a fronteira dos Estados Unidos sem autorização (29.500), é um recorde desde 2007. Há dez anos, em 2011, apenas 472 brasileiros foram detidos nas mesmas situações e período.

Das quase 4.867 crianças de até seis anos que chegaram aos Estados Unidos desta forma, desde outubro passado, a esmagadora maioria estava acompanhada de seus pais. O mesmo vale para as outras 1.297 crianças brasileiras de sete a nove anos e os 2.585 pré-adolescentes e adolescentes de 10 a 17 anos, que também fizeram a viagem no mesmo período. As autoridades norte-americanas chamam isso de unidades familiares. Dois terços dos quase 30 mil brasileiros já detidos pela imigração em 2021 estavam em famílias, que incluem pais e filhos.

Estas mudanças fazem parte de uma estratégia incentivada pelos coiotes, como são chamados os operadores destas rotas ilegais. Eles encorajam a prática de “cai-cai”. Isto é, a viagem de imigrantes indocumentados com seus filhos menores, para garantir que os adultos não sejam deportados imediatamente após sua chegada ao país e se entregarem para os agentes. (Com Brazilian Times).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

[the_ad_placement id="home-abaixo-da-linha-2"]

LEIA TAMBÉM