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Premiado músico mineiro lança álbum autoral e inédito, produzido 100% com IA

FOTO: Luciano Campos Rocha

IPATINGA – Considerada uma das expressões artísticas mais antigas do mundo, a música se destaca por sua versatilidade e poder de adaptação. Na era da tecnologia, a união entre Inteligência Artificial (IA) e melodia chama a atenção por sua velocidade, criatividade e forma excêntrica. No álbum “Eu IA Cantar” o músico e publicitário Jouber Nabor brinca com a ferramenta de maneira educativa com a intenção de atingir todos os públicos, porém mantendo a essência da composição autoral.

O músico, premiado em festivais com grande prestígio estadual, revela que sempre se identificou com o estilo acústico, mais especificamente o “voz e violão”. Todavia, intrigado com os rápidos avanços da IA, ele começou a testar a ferramenta como um apoio na educação de seu filho mais velho, o pequeno Gabriel. “Eu encontrei uma ferramenta de música e no começo não achei tão interessante, não estava entregando tanto. Só que essas ferramentas têm tido um salto muito grande e eu comecei a utilizar uma delas para educar o meu filho Gabriel, ele foi o ponto de partida. Por exemplo, quando percebi que ele tinha dificuldade para falar ‘obrigado’, eu fiz uma música que está nesse álbum novo, se chama ‘Sábias Palavras’. [Na canção] eu falo quatro palavras mágicas: com licença, desculpa, obrigada e por favor. É para ele aprender. E quando eu comecei a brincar com aquilo [a Inteligência Artificial], comecei a ficar abismado e aí o meu lado músico e apaixonado por compor surgiu com a ideia de lançar um álbum de músicas em que eu tenho algo sério a dizer”, explica.

A ideia, sobretudo, logo avançou e acabou se tornando um projeto ainda mais grandioso: um álbum com 12 músicas inéditas produzidas com o auxílio tecnológico. A princípio, o objetivo de Jouber com o material converteu-se também em buscar por novas formas de expressar sua mensagem, ampliando os horizontes da música brasileira e trazendo uma reflexão sobre os impactos da tecnologia na indústria fonográfica.

A produção envolveu ferramentas de IA para sintetizar vozes masculinas e femininas, permitindo que cada faixa ganhasse uma identidade única. Com influências que transitam entre jazz, MPB, rock e a música refinada mundial, “Eu IA Cantar” é uma experiência sonora singular. “Eu peguei essas canções que estavam em arquivo, gravadas com voz e violão, e comecei a fazer os prompts. Às vezes para fazer uma música é necessário gastar umas 15 canções até chegar no ponto, porque cabe ao comando e ao estilo que você quer, você acaba virando o seu produtor musical. Eu achei legal porque entendi que nesse momento eu não iria cantar, por isso dei o nome ‘Eu IA cantar’, porque a minha voz não está lá. Por isso eu coloquei o nome do álbum nesse formato”, disse Nabor.

Quanto à discussão levantada em relação ao uso da Inteligência Artificial em diversos segmentos, incluindo o artístico, Jouber pontua que a ferramenta foi apenas um caminho alternativo para dar vida ao seu trabalho como artista. De acordo com o cantor, ainda que o futuro tecnológico seja incerto, a melhor escolha é aguardar para ver o que acontecerá. “O meio foi apenas um meio, mas a mensagem da arte a gente sempre quer entregar. Porém, tem uma discussão sobre ‘e agora, a música é de quem?’ Porque, assim como eu compus no violão, existe o cara que não vai compor no violão, existe o cara que vai compor 100% na plataforma, chegar, colocar a letra no Chat GPT e pedir para escrever uma letra […] Espera para acontecer e só aí vamos ver aonde vai chegar. É bem pra abrir uma discussão sobre as facilidades, sobre o que de fato é nosso agora e o que de fato não é”.

O álbum pode ser ouvido gratuitamente em plataformas de streaming ou adquirido em formatos digitais.

Vencedor do Prêmio de Música das Minas Gerais em 2012, Jouber já havia lançado os EP’s ‘Cotidiano’, ‘Nabor’ e ‘Chave’, trabalhos que precederam o LP ‘Eu IA Cantar’. O publicitário, contudo, relembra que a sua trajetória teve início ainda na adolescência. “A música sempre esteve correlacionada com isso [a sua formação profissional]. Eu já componho desde os meus 13 anos de idade, fazia aula de violão. Com 12/13 eu comecei a aprender algumas notas na escola. Eu não era um cara tão disciplinado no colégio e minha mãe acabou me tirando das aulas de violão. A partir daí eu passei a compor com as notas que já tinha aprendido e isso foi um estímulo pra mim”.

Comments 1

  1. ROBERIO GOMES DE OLIVEIRA says:

    Eu componho também e como não tinha ninguém pra gravar. Comecei usar o IA e mesmo que não toco as músicas ficam do jeito que eu queria e imaginava. A letra é minha totalmente cada palavra e vírgula. O IA só pie melofia

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