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“PID PARA TODOS”: movimento cobra inclusão de vítimas excluídas pela Samarco

FOTO: Arquivo DRD

Moradores que tiveram direitos negados exigem revisão dos critérios impostos pela mineradora

GOVERNADOR VALADARES – Quase dez anos depois do rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana (MG), um grupo de advogados e pessoas atingidas pela tragédia vai se reunir em Governador Valadares para pedir justiça. Eles farão uma caminhada na próxima sexta-feira (5) para exigir que todas as vítimas recebam indenização justa, através do chamado “PID PARA TODOS”. O ato começará às 15h no Mercado Municipal e, às 16h, o grupo sairá em caminhada até a Praça dos Pioneiros. Lá, os advogados vão dar atendimento jurídico individual para ajudar quem ainda tem dúvidas sobre o processo de indenização.

O rompimento da barragem, que aconteceu em 5 de novembro de 2015, causou uma enorme destruição: matou pessoas, poluiu o Rio Doce e mudou a vida de muita gente na região. Mesmo depois de tantos anos, muitas famílias ainda não receberam a indenização ou foram excluídas do programa da mineradora Samarco, que é responsável pelo desastre.

A presidente da Comissão de Advogados dos Atingidos Rio Doce (CAARD), doutora Neuza Lemos, falou sobre o objetivo da mobilização. “O nosso grande objetivo é garantir que todos os atingidos pelo desastre do Rio Doce tenham acesso à reparação justa. Muitas pessoas que estavam aptas a receber o PID tiveram seus cadastros negados por exigências meramente burocráticas — como uma assinatura ligeiramente diferente do documento ou um comprovante de endereço que não atendia aos critérios impostos pela empresa. Queremos o reingresso imediato dessas pessoas, porque o que está em jogo não é papelada, é a dignidade e a vida das famílias atingidas.”

Ela também explicou a origem da ideia da passeata. “Essa ideia nasceu da revolta justa da população. Todos os dias recebemos relatos de pessoas que se sentem enganadas e desrespeitadas. A CAARD, junto com advogados e atingidos, entendeu que era hora de transformar essa indignação em ação. A passeata é uma forma pacífica e legítima de mostrar à sociedade e às autoridades que não aceitamos mais injustiças.”

Sobre a importância da participação popular, Lemos ressaltou: “A participação popular é fundamental. Quando o povo ocupa as ruas, sua voz ganha força e chama atenção das autoridades e da imprensa. Sozinhos, somos vozes isoladas; juntos, somos um movimento impossível de ser ignorado. É essa união que pressiona, que fortalece a luta e que pode, de fato, mudar a realidade”, disse.

“É importante lembrar que recentemente a Samarco deu uma nova chance para pessoas que haviam recusado a proposta de indenização voltarem atrás e aceitarem. Se esse direito foi reconhecido, então é justo que ele também alcance os que estavam aptos e foram barrados por critérios formais. Não queremos privilégios, queremos justiça e igualdade de tratamento. Essa luta é de todos, e a nossa voz só vai se calar quando os direitos forem respeitados”, afirma a advogada.

Comments 9

  1. Altamir jose correia says:

    NAO SABEMOS QUAL CRITERIO ELES USAM PARA PAGAMENTOS DAS INDENIZACOES ELES TEM QUE EXPLICAR

  2. KENIA MENDES DOS SANTOS says:

    Ok

  3. E injusto o que está acontecendo todos temos direito eu não posso comprar água , estamos vivendo com a água do Rio doce .Essa água não é a mesma de antes eu lembro de ter visto vivido aqui ,minha família viemos para Colatina eu tinha 7 anos de idade.Hoje estou com 71 anos.Me diga tenho direito ou não , quero justiça,,

  4. Boa tarde os advogados deveria pedir mais uma ou até duas parcelas deste 35 mil q na verdade não foram isso recebido devido ao pagamento deles, foram 10 anos de espera e muitas pessoas sem casa até hoje e infelizmente este dinheiro não dá pra comprar nem um barracão , e depois desta tragédia minha cidade são José do Goiabal a água está igual barro tem dia , muito triste está situação

  5. Maria Shirley says:

    Fico muito triste por já tentei fazer várias vezes sempre dá que eu não estou apta pra fazer o cadastro

  6. Maria Shirley says:

    Fico muito triste por já tentei fazer várias vezes sempre dá que eu não estou apta pra recebe

  7. Muitas coisas água suja dizendo que buscar água o dia inteiro

  8. ADAO LOURENCO DE OLIVEIRA says:

    Moro em baixo guandu a muitos anos trabalhava de merglho nestas usina hidrelétricas. Deste rio doce e pescava para ajudar no meu orçamento.hoje não posso mais Nao posso mais trabalhar nem pescar compro agua mineral toda semana.eu resebi 83.mil em 2021mais eles disse que não tenho direito porque eu resebi pela novel.sera que voces pode mím falar o porque não tenho direito.

  9. Ana Maria Dias Barbosa says:

    Mora em Governador Valadares a mais de 30 anos e nunca vivi tamanha situação, carreguei muita água com esta tragédia,não tenho condições de comprar água, e mesmo filtrada a água do Rio Doce tem um gosto estranho,e eu hoje convivo com muitas dores nas costas e na coluna e não estou apta a receber esses 35 mil. Mas Deus fará justiça, pois quero somente o que é justo.

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