GOVERNADOR VALADARES – A segunda fase da Operação SÁFARO foi deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (11), com o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão, quatro em Governador Valadares e dois na cidade de São Paulo, além do sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 164 mil. A ação tem como objetivo desarticular um grupo criminoso especializado no envio ilegal de migrantes ao exterior mediante pagamento.
A medida também busca garantir eventual ressarcimento às vítimas e enfraquecer financeiramente a estrutura da organização criminosa investigada. Segundo a PF, a organização atuava de forma estruturada, explorando pessoas interessadas em deixar o país de maneira irregular.
Investigações tiveram início em 2024
As apurações que culminaram na nova fase da operação tiveram início a partir da análise do material apreendido na primeira etapa da SÁFARO, deflagrada em 23 de agosto de 2024, também em Governador Valadares. Na ocasião, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão contra suspeitos de atuar no contrabando de migrantes na região.
Durante a primeira fase, a PF identificou que cinco investigados agiam de forma associada e reiterada, promovendo a migração ilegal e o envio de crianças e adolescentes ao exterior em desacordo com as exigências legais. À época, foi constatado que o grupo teria enviado cerca de 370 pessoas ilegalmente para os Estados Unidos.
Estrutura organizada e atuação logística
Com o aprofundamento das investigações e a conclusão da perícia no material apreendido, a Polícia Federal identificou o envolvimento de outros integrantes ligados ao líder do esquema. Segundo as apurações, esses suspeitos desempenhavam funções estratégicas na engrenagem criminosa.
Eles seriam responsáveis por organizar a logística das viagens, orientar os migrantes durante o trajeto no exterior e fornecer documentos com o objetivo de simular a condição de turistas no desembarque em aeroportos estrangeiros. As investigações também apontaram que uma casa lotérica em Governador Valadares teria sido utilizada para o recebimento de valores pagos pelas vítimas.
Crimes investigados
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de promoção de migração ilegal, envio irregular de criança ou adolescente ao exterior, ameaça, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados no decorrer das investigações.
A Polícia Federal informou que as apurações continuam, com o objetivo de identificar outros possíveis integrantes da organização e dimensionar a extensão total do esquema criminoso.















