GOVERNADOR VALADARES – A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), atuando no âmbito da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), concluiu nesta quarta-feira (15) o inquérito que desarticulou uma organização criminosa responsável por fornecer armas, munições e coletes balísticos a facções na região de Governador Valadares.
Segundo a PCMG, 26 suspeitos foram indiciados por crimes diversos, incluindo participação em organização criminosa armada, comércio ilegal de armas, lavagem de dinheiro e peculato.
Segundo o delegado Rodrigo Nalon, um dos coordenadores da investigação, a operação representa um marco no enfrentamento ao crime organizado na região do Rio Doce. O comércio ilegal de armas alimenta o tráfico de drogas e a violência, gerando mais homicídios e insegurança. Nosso objetivo é desarticular essas redes e reduzir os índices de criminalidade”, ressaltou.
Primeira operação
As investigações tiveram início a partir da análise dos materiais apreendidos na operação Muro de Ferro, realizada em fevereiro deste ano. Na ocasião, dois homens, de 31 e 40 anos, foram detidos. A operação também resultou na apreensão de cinco armas de fogo e de mais de 500 munições. Na ação, oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos, resultando na apreensão de uma pistola calibre .45 com o brasão do Exército Brasileiro, R$ 16.500 em dinheiro, nove celulares e uma porção de maconha.
De acordo com as investigações, o grupo atuava de forma organizada e estruturada, fornecendo armas e munições tanto para facções criminosas quanto para civis, incluindo Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CAC), que adquiririam os equipamentos fora das normas legais.
Segunda operação
As investigações resultaram na deflagração da segunda operação, denominada Senhores da Guerra, em 18 de agosto deste ano, com o propósito de desmantelar a organização criminosa responsável pelo tráfico ilegal de armas, munições e coletes balísticos.
Na ação, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, levando à apreensão de mais de 80 armas de fogo e 12 mil munições, além do cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva, seis temporários e 15 prisões em flagrante.
As apurações também identificaram a produção e venda clandestina de dispositivos capazes de aumentar a letalidade de fuzis, transformando-os em armas de rajada e ampliando significativamente o poder de fogo das facções criminosas.
Ficco
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais (Ficco/MG), coordenada pela Polícia Federal (PF), é composta pelas polícias Civil (PCMG), Militar (PMMG) e Penal (PPMG), além da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).
















Comments 3
E quem são esses criiminosos? Precisamos saber nomes e caras!
Ladrao de galinhas. Eles mostram o rosto e nomes ,os que tem dinheiro tem poder e não podem serem divulgados os nomes e fotos 😀😀😀😀
Ladrao de galinhas. Eles mostram o rosto e nomes ,os que tem dinheiro tem poder e não podem serem divulgados os nomes e fotos 😀😀😀😀