PCMG conclui inquérito e indici­a cinco por envenenamento de casal em Valadares

GOVERNADOR VALADARES – Cinco pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) por envolvimento na morte de um casal homoafetivo, de 60 e 65 anos, em Governador Valadares. O caso, investigado como homicídio cometido por meio da administração fraudulenta de medicamentos, teve o inquérito concluído pela corporação na última sexta-feira (14).

De acordo com a investigação, o casal, que vivia junto há mais de 20 anos, teria sido envenenado com substâncias adquiridas de forma irregular. Pelo envolvimento no crime, foram indiciados um homem de 35 anos, outro de 40 e uma mulher de 52 anos, esta última irmã de uma das vítimas, pelos crimes de homicídio qualificado, estelionato, associação criminosa e outras infrações.

Além deles, uma advogada de 44 anos foi indiciada por coação no curso do processo, por supostamente orientar testemunhas a prestarem informações falsas. Um quinto investigado, de 38 anos, também foi indiciado por lavagem de dinheiro.

Mortes e Investigações

A primeira morte ocorreu em 20 de junho, quando o homem de 65 anos. norte-americano que vivia no Brasil desde 2019, morreu por intoxicação. O companheiro dele, de 60 anos, foi internado no dia 19 e faleceu em 26 de junho.

A primeira morte não chegou a ser encaminhada ao Instituto Médico-Legal (IML), já que não havia indícios de violência. Porém, a segunda morte levantou suspeitas e levou a PCMG a solicitar a exumação dos corpos. Os exames toxicológicos realizados confirmaram a possibilidade de envenenamento.

Durante buscas na casa do suspeito de 35 anos, policiais encontraram receituários e carimbos falsificados. As profissionais de saúde cujos nomes apareciam nos documentos negaram autoria das prescrições.

Após a morte do casal, o grupo teria movimentado mais de R$ 2 milhões, incluindo o resgate de uma aplicação de R$ 379,2 mil e a tentativa de venda do imóvel das vítimas por R$ 950 mil. Também foram identificadas abordagens a testemunhas, o que resultou na imposição de medidas cautelares à advogada investigada.

A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 1,5 milhão em ativos financeiros e a restrição de veículos dos suspeitos, visando garantir futura reparação aos herdeiros.

O delegado responsável, Ciro Roldão, destacou a complexidade da apuração. “O trabalho policial demandou integração entre diversos setores da instituição, reunindo provas técnicas, documentais e testemunhais que permitiram esclarecer a dinâmica dos crimes e identificar os envolvidos”, afirmou.

A investigação foi conduzida pela equipe de homicídios da PCMG em Governador Valadares.

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