IPATINGA – O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) conseguiu na Justiça a decretação da prisão preventiva de um homem denunciado por homicídio qualificado em Ipatinga. A medida foi adotada após a identificação de indícios de irregularidades no processo, que teriam como objetivo inviabilizar a realização do julgamento pelo Tribunal do Júri.
A sessão estava marcada para o dia 25 de março de 2026, mas a defesa do acusado solicitou o adiamento alegando a impossibilidade de comparecimento de uma testemunha considerada essencial. No entanto, diligências realizadas pelo MPMG apontaram que a justificativa não correspondia à realidade. De acordo com o promotor de Justiça Jonas Monteiro, houve simulação de uma viagem internacional por parte da testemunha. As investigações revelaram que, na data prevista para o julgamento, ela se encontrava em atividade profissional regular no país, sem qualquer registro de saída do território nacional.
Ainda segundo o promotor, a informação sobre a suposta viagem foi apresentada de forma tardia e acompanhada de elementos contraditórios, o que indica possível tentativa de construção artificial de impedimento para frustrar a realização do júri. Diante do cenário, o Ministério Público solicitou a prisão preventiva do acusado, apontando risco concreto à ordem pública, à regularidade da instrução criminal e à aplicação da lei penal, especialmente em razão da possível interferência indevida no andamento do processo.
Ao analisar o pedido, a Justiça reconheceu a existência de elementos que evidenciam risco decorrente da liberdade do réu. A decisão destacou a gravidade das circunstâncias e a necessidade de garantir a regularidade do processo judicial. Com isso, foi determinada a prisão preventiva do acusado, além da redesignação da sessão do Tribunal do Júri para uma nova data, ainda a ser definida.
















