CPMI do INSS será retomada em fevereiro e mira irregularidades em consignados

CPMI do INSS será retomada em fevereiro e mira irregularidades em consignados
FOTO: Saulo Cruz/Agência Senado

BRASÍLIA – Os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS serão retomados em fevereiro de 2026, com a continuidade das investigações sobre descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas. A partir deste ano, no entanto, o principal foco da comissão deve se concentrar nos empréstimos consignados, diante de denúncias de contratos firmados sem autorização dos beneficiários.

A CPMI apura a atuação de associações e instituições financeiras envolvidas em descontos considerados fraudulentos nos benefícios previdenciários. Segundo relatos apresentados ao colegiado, muitos aposentados e pensionistas vêm sofrendo abatimentos mensais decorrentes de empréstimos feitos em seus nomes, sem consentimento.

Sobre o andamento dos trabalhos, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que as primeiras reuniões de 2026 devem servir para avaliar o estágio do relatório parcial, elaborado a partir das oitivas realizadas ao longo de 2025. Antes de apresentar as próximas etapas da investigação, o parlamentar explicou como será feita essa análise inicial.

“Em fevereiro nós vamos fazer uma análise com o relator sobre em que pé está o relatório, que essa primeira fase ele já está trabalhando nele, nós vamos saber se precisamos ainda de algumas oitivas. Caso não seja necessário, nós já entraremos imediatamente na questão dos bancos”, disse.

A relatoria da CPMI do INSS está a cargo do deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL). O prazo oficial para a conclusão dos trabalhos da comissão é 28 de março, embora o próprio presidente do colegiado já tenha sinalizado a possibilidade de solicitar a prorrogação das investigações, caso seja necessário.

Para 2026, a comissão já aprovou diversos requerimentos de convocação. Entre os nomes que devem ser ouvidos estão o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, por possível envolvimento na administração de uma empresa de concessão de crédito, além de Luiz Félix Cardamone Neto, diretor-presidente do Banco BMG, e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

*Com informações da Agência Senado

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