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Chapada de Minas conquista Indicação Geográfica e fortalece reconhecimento do café regional

Imagem: Walfried Weissmann/NITRO

ANGELÂNDIA – Composta por 22 municípios do Vale do Jequitinhonha, a região da Chapada de Minas celebrou nesta terça-feira (24) a conquista da Indicação Geográfica (IG), na modalidade Indicação de Procedência (IP), para os cafés produzidos no território. O registro foi deferido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), autarquia federal vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) responsável pelo registro de marcas, patentes e desenhos industriais. A conquista é resultado da atuação conjunta do Instituto do Café da Chapada de Minas (ICCM) e do Sebrae Minas.

Com o reconhecimento, o número de Indicações Geográficas nacionais chega a 156 — sendo 124 Indicações de Procedência e 32 Denominações de Origem (DO). Em Minas Gerais, a Chapada de Minas torna-se a oitava região cafeeira reconhecida, ampliando as possibilidades de valorização do produto, padronização da qualidade e acesso a novos mercados. Segundo o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo Silva, o título representa um marco para o setor produtivo. “A conquista da Indicação Geográfica representa um reconhecimento justo ao trabalho e ao empenho diário dos produtores, que se dedicam continuamente a elevar os padrões de qualidade do café da região”, destacou.

A presidente do ICCM, Carmem Lídia Junqueira, também comemorou o resultado. “É uma imensa alegria celebrarmos a inserção da Chapada de Minas no mapa do Brasil como região produtora reconhecida. Destacamos, de forma especial, o papel fundamental do Sebrae como grande parceiro dos produtores da região, oferecendo suporte técnico, orientação e confiança em nosso potencial. A atuação conjunta com o ICCM foi decisiva para alcançarmos esse marco histórico”, afirmou.

Produção e impacto econômico

A Chapada de Minas é formada pelos municípios de Água Boa, Angelândia, Aricanduva, Capelinha, Caraí, Carbonita, Catuji, Diamantina, Felício dos Santos, Franciscópolis, Itaipé, Itamarandiba, José Gonçalves, Ladainha, Leme do Prado, Malacacheta, Minas Novas, Novo Cruzeiro, Senador Modestino Gonçalves, Setubinha, Turmalina e Veredinha. O território reúne cerca de 5,8 mil produtores em aproximadamente 30 mil hectares cultivados, com produção anual estimada em 400 mil sacas de café. A cadeia produtiva envolve uma população de cerca de 362 mil habitantes e gera aproximadamente 20 mil empregos diretos e indiretos apenas no setor cafeeiro.

Os cafés da Chapada de Minas se destacam pelo sabor doce e marcante, com notas de chocolate e caramelo combinadas a nuances de frutas vermelhas. No aroma, apresentam intensidade e elegância, com perfil amanteigado e presença frutada. O corpo é intenso e aveludado, sustentado por acidez málica de média a alta, proporcionando vivacidade à bebida. A finalização equilibrada e prolongada deixa um retrogosto agradável e persistente.

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