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Carlos Viana afirma que CPMI do INSS já recuperou R$ 3,5 bilhões

FOTO: Kissyla F. Pires

Senador afirma que manobra para barrar requerimentos fracassou e cita relatório “histórico”

GOVERNADOR VALADARES – O senador Carlos Viana (Podemos) afirmou, nesta sexta-feira (27), em Governador Valadares, que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS já resultou na recuperação de R$ 3,5 bilhões aos cofres públicos e na prisão de 11 pessoas. Em entrevista exclusiva ao Diário do Rio Doce e à TV Leste, o parlamentar, que aterrissou na cidade para compromissos pessoais, classificou o caso como “um dos escândalos mais cruéis da história brasileira”.

Segundo Viana, as investigações apuram desvios que teriam atingido aposentados, pensionistas e pessoas em situação de vulnerabilidade social. “Não estamos falando de quem roubou obra pública, o que já é um absurdo. Estamos falando de recursos retirados de pessoas que ganham salário mínimo, muitas vezes sem qualquer condição de defesa”, afirmou.

A CPMI do INSS tem chamado atenção no cenário político nacional após a aprovação de requerimentos para quebra de sigilo bancário de instituições financeiras, entre elas o Banco Master, além de outros investigados citados no relatório preliminar. O nome de Luís Cláudio Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também foi mencionado durante os trabalhos da comissão, o que elevou a tensão entre governistas e oposição.

De acordo com o senador, o esquema investigado teria atravessado três governos e envolveria “pessoas poderosas”, incluindo servidores públicos, magistrados e agentes políticos. Ele relatou que, sempre que a comissão se aproxima de nomes influentes, surgem decisões judiciais e manobras regimentais que, segundo ele, dificultam o avanço das apurações.

“Já conseguimos apreender R$ 3,5 bilhões, dinheiro que volta aos cofres públicos para ser devolvido a quem paga imposto. O núcleo principal está preso, algo que nunca aconteceu como resultado de uma CPMI”, declarou.

Clima de tensão

A entrevista ocorreu poucos dias após uma sessão marcada por protestos e tumulto entre parlamentares. Viana relatou ter sido alvo de tentativa de agressão durante a votação de requerimentos.

O senador atribuiu o ambiente acirrado à polarização política e ao contexto pré-eleitoral. “Cada grupo quer transformar a CPMI em um troféu político. Minha proposta sempre é de diálogo, mas há momentos em que preciso ser firme”, disse.

Segundo ele, na última sessão, a base governista tentou barrar, em bloco, a votação de novos requerimentos, inclusive os relacionados a pessoas próximas ao presidente. “Eles tentaram impedir o avanço das investigações, mas não observaram o regimento. Havia 31 parlamentares presentes; seriam necessários 16 votos para rejeitar os requerimentos. Apresentaram inicialmente sete, depois 14. Perderam”, afirmou.

Para Viana, a derrota representou um revés político para o governo dentro da comissão. Ele sustenta que a CPMI deve concluir os trabalhos nos próximos dias com um relatório “profundo e histórico”.

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