Pequenos produtores cooperados da Cooperativa têm alcançado índices de produtividade significativos nas propriedades devido ao acompanhamento técnico AT&G realizado em parceria com a Faemg
por Matheus Iglesias
No dia 18 de outubro, a Cooperativa Agropecuária Vale do Rio Doce em parceria com o Senar Minas, realizou o Dia de Campo AT&G, na Fazenda Barbosa, propriedade do cooperado Levi Pereira, no município de Tarumirim. O intuito do evento foi marcar a conclusão de três anos de trabalho de Assistência Técnica e Gerencial (AT&G) na região. Ao total, 23 propriedades encerraram o primeiro ciclo de acompanhamento da AT&G, e dessas, 20 já sinalizaram que pretendem seguir com a assistência por mais dois anos.
A AT&G é voltada exclusivamente para pequenos e médios produtores que nunca receberam assistência técnica regular, visando aumentar os ganhos na produção. O senhor Levi está no grupo dos primeiros cooperados que receberam o atendimento prestado pela Cooperativa e, com o aumento significativo de sua produtividade, sua fazenda se tornou um exemplo de como o acompanhamento técnico e o planejamento são fundamentais para o desenvolvimento.

Em sua apresentação, o consultor técnico do Senar Minas, Rafael Fontes, exibiu dados positivos sobre o aumento do número de em lactação, crescimento da produtividade por hectare produtivo e sobre os gastos com concentrado para a alimentação dos animais. De acordo com Rafael, o gasto com concentrado no primeiro ano de AT&G correspondia a 23,4% da renda da atividade, já no segundo ano esse gasto aumentou para 37%, no entanto, como o rendimento da fazenda aumentou com a melhora da produção, o aumento no gasto com a alimentação não representou prejuízo para o senhor Levi, sendo na verdade, um indicativo do crescimento econômico.
“Me sinto honrado pela confiança dos produtores ao participar do projeto, os resultados são muito satisfatórios. A gente vê que às vezes os produtores não têm ciência do seu custo de produção, e hoje mostrar para eles a importância de ter um custo equilibrado dentro de uma propriedade. Conseguir alavancar os indicadores produtivos é motivo de muita satisfação, pelo produtor acreditar no projeto”, afirmou Rafael.

O gerente regional do Senar Minas, Luiz Ronilson Paiva, marcou presença no evento e aproveitou a oportunidade para avaliar os resultados alcançados pela propriedade, e falar sobre a importância da parceria firmada entre a Cooperativa e o Senar Minas para os produtores rurais. “O que nós procuramos fazer é colocar um profissional com grande competência, com conhecimento da região, com conhecimento da atividade que o produtor desenvolve, para que ele possa ter uma evolução técnica, econômica, social e ambiental dentro da propriedade, buscando mecanismos que proporcione o máximo de aproveitamento da propriedade”, afirmou o gerente do Senar.
No período atual de fim da seca, os produtores de leite da região geralmente enfrentam problemas com a falta de volumoso para a alimentação dos animais. Graças ao acompanhamento do técnico da AT&G e da Cooperativa, esse não é o caso da Fazenda Barbosa, que atualmente possui dois hectares de Mombaça, 1,5 hectare de capineira e um hectare de cana-de-açúcar, que está garantindo o sustento de suas vacas e está até socorrendo alguns vizinhos que estão em situação crítica de falta de volumoso na fazenda. O resultado do trabalho na propriedade é tão positivo que o senhor Levi pôde até doar mudas para os produtores vizinhos.
“A assistência que a Cooperativa tem nos prestado é muito importante, a gente fez a análise de solo para fazer a adubação correta, o tratamento que tem que ser feito no capim nós fizemos, e a orientação técnica do Rafael para a gente ficar conhecendo melhor o gado, tratamento do gado para a gente poder emprenhar melhor as vacas (…) Nós preparamos silagem, preparamos capim e hoje eu tenho até sobra de capim, enquanto antes a gente ficava comprando, às vezes buscando cana fora, e hoje a gente tem sobra graças a Deus”, afirmou o cooperado Levi Pereira.

O gerente da Política Leiteira da Cooperativa, Alexandre Negri, que acompanha de perto a AT&G, também falou sobre o trabalho desenvolvido pelo projeto. “Hoje a gente entende muito bem que o processo de assistência técnica passa por três anos. O primeiro ano é para entender como é que a fazenda funciona, o segundo ano para montar o planejamento e no terceiro ano começam a aparecer os resultados. E fazemos os ajustes finos para conseguir melhorar a atividade e a rentabilidade do negócio para os próximos anos”, disse Alexandre.
Além da AT&G, os cooperados também têm acesso ao projeto Educampo, que é voltado para produtores de grande porte. A Cooperativa considera fundamental prestar atendimento técnico de qualidade para todos os cooperados, considerando que independentemente do tamanho, o crescimento da produtividade de todos representa evolução para a cadeia produtiva do leite no Vale do Rio Doce.
Confira a reportagem completa no vídeo abaixo:















