ALMG avança em acordo que envolve troca de imóvel de BH por três em Valadares

ALMG avança em acordo que envolve troca de imóvel de BH por três em Valadares
FOTO: Daniel Protzner

BELO HORIZONTE – O Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou em primeiro turno, na reunião ordinária dessa terça-feira (24), o Projeto de Lei 5.371/26, que autoriza a troca do Edifício Carlos Drummond de Andrade, em Belo Horizonte, por três imóveis localizados em Governador Valadares. O prédio na capital abriga parte da estrutura administrativa do Legislativo mineiro, enquanto os imóveis valadarenses integram o acordo firmado para encerrar uma disputa judicial envolvendo a posse do edifício na capital mineira.

Dois dos imóveis ficam na Rua Marechal Floriano, sendo que um deles possui área de 1.200 metros quadrados, enquanto o outro conta com 587,24 metros quadrados. Esses dois imóveis destinam-se ao funcionamento do Tribunal Regional Federal da 6ª Região e do Ministério Público Federal .Já o terceiro imóvel, com 850 metros quadrados, está localizado na Rua Vereador Omar de Magalhães, destina-se ao funcionamento do Ministério Público do Trabalho.

De autoria de Tadeu Leite (MDB), presidente da Assembleia, o projeto recebeu aprovação em sua forma original e agora retorna às comissões da casa legislativa antes de seguir para votação definitiva em segundo turno.

A proposta autoriza o Estado a doar os três imóveis à União, conforme acordo firmado entre o Estado, a Assembleia, a União, o Ministério Público Federal, o Ministério Público do Trabalho e o Tribunal Regional Federal da 6ª Região. O entendimento busca encerrar o conflito judicial tratado em ação civil pública já homologada pelo tribunal.

A ação foi proposta pelo Ministério Público Federal para que o Edifício Carlos Drummond de Andrade retornasse ao patrimônio da União. O imóvel, localizado na Rua Martim de Carvalho, no bairro Santo Agostinho, em Belo Horizonte, havia sido destinado originalmente a atividades de assistência social. Em contrapartida, a União assumiu o compromisso de alterar o contrato de doação do edifício, permitindo que o prédio passe a ter como finalidade oficial o funcionamento da Assembleia Legislativa.

Com essa mudança, o acordo dispensou a inclusão de cláusula de reversão dos imóveis ao patrimônio estadual em caso de descumprimento das destinações previstas.

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