Cidade de São Paulo sediará a última competição nacional; os alunos da Escola SESI da Turma do Bob representam Valadares nessa fase e concorrem a vaga na internacional
Minas Gerais está entre os estados com mais equipes classificadas para o 2º Festival SESI de Robótica, em São Paulo. Entre 6 e 8 de março, mais de 1500 competidores com idades entre 9 e 19 anos de escolas públicas e privadas entrarão na disputa. O estado levará seis equipes na categoria FIRST LEGO League (FLL), duas equipes de FIRST Tech Challenge (FTC) e duas na categoria F1 in Schools. As categorias variam de acordo com o grau de complexidade e o tema dos desafios que os estudantes precisam enfrentar.
Uma das equipes é a Turma do Bob, do SESI de Governador Valadares, que atingiu 565 pontos na final do Desafio do Robô e foi a responsável por marcar um recorde nacional. A Turma do Bob, formada pelos alunos da Escola SESI Antônio Neves, Gabriel Cruzati, Guilherme Vendramine, Lara Oliveira, Julia Leite e Luiz Fernando, está sob coordenação do técnico, Thulyo Menezes de Barros acompanhado do Professor de Matemática, Douglas Miguel.
Barros disse que a equipe se dedicou muito para desenvolver os projetos de inovação e do robô. “A robótica trabalha muito o pensamento criativo. Quem imaginava que uma campana de orelhão tivesse uma utilidade novamente? Com o pensamento lógico e criativo das crianças desenvolvemos um projeto de inovação incrível”, contou. Ele reforçou ainda que, não só de matemática se constrói um bom robô. “Tem que ter uma construção muito sólida. Não é só a programação que corrige o robô, tem que ter estratégias. Para alcançar uma maior pontuação, traçamos estratégias para evitar variações”.
Graças ao bom desempenho na etapa regional em Contagem/MG, nos dias 14 e 15 de fevereiro, a equipe trouxe três troféus para o Vale do Rio Doce: o prêmio Desempenho do Robô, de Programação na Categoria Design do Robô e ainda a Categoria Desafio do Robô e segue nessa quinta-feira para São Paulo onde concorrerá a vaga para a etapa internacional.
Projeto de Pesquisa
Além da missão do robô, a equipe precisa apresentar novamente o projeto de estudo, que foi baseado em duas perguntas: “como os resíduos da comunicação ultrapassada pode gerar receita ao invés de custos?” e “como os produtos de hoje podem se tornar recursos de amanhã?”.
Diante desse contexto, a proposta que será apresentada em São Paulo é o reaproveitamento das campanas dos telefones públicos, os famosos orelhões, afinal, com a evolução da tecnologia e dos smartphones, o uso do orelhão está quase que inexistente. É preciso pensar projetos mais sustentáveis, afinal, por ser feita de fibra de vidro, as campanas dos telefones públicos não são reaproveitáveis, o que inviabiliza os custos e ainda contribui com a poluição ambiental e o descarte fica cada vez mais difícil, sendo comum o aterro das campanas que não possuem manutenção ou não aceitam reparos.
Sendo assim, a Turma do Bob propõe o reaproveitamento dos orelhões, transformando-os em lixeiras, cadeiras, balanços, dentre outros, afinal, são mais de 40 mil orelhões retirados só na região de Valadares e que estão à espera de serem transformados e reaproveitados.
Esse projeto tem como base a Economia Circular, criando maneiras de reduzir o acúmulo das campanas dos orelhões, minimizar o custo com armazenagem e processos logísticos para aterro, além de gerar renda e dar nova vida útil aos materiais.










