Debates acalorados, ânimos acirrados, opiniões opostas e divergentes … motivações desnecessárias e fonte importante de estresse – que, por sua vez, é um dos fatores de risco por traz de transtornos mais sérios, como ansiedade e depressão. Quanta mediocridade desnecessária.
Os tempos que já eram difíceis, estão se agravando pela intolerância, despreparo e visões equivocadas de grupos e segmentos importantes de nossa sociedade, porém pouco afetos a determinados valores que devem ou deveriam nortear a vida dos humanos neste mundão de Deus. Tempos sombrios.
Acirramento de medidas pouco republicanas, sem reflexão alguma, concorrem para o sofrimento de muitos, não se sabendo por quanto tempo. O mundo em que vivemos, na maioria pobres coitados, limitados e desestruturados, são incapazes de procederem a uma análise sobre probabilidades e efetivação de expectativas que não se sustentam, não se justificam e que não são exequíveis.
Não somos todos iguais. Assim, resta dispensar aos desiguais um olhar diferente, atenção, assistência e tratamento que lhes são recomendados na Carta Maior, tão pisoteada e desrespeitada nos tempos em que vivemos. Sim, tempos difíceis.

Recorramos ao livro maior – A BIBLIA SAGRADA – e nela vamos buscar no evangelista Mateus, ensinamentos aplicáveis na atualidade. O mundo em que vivemos, deve ser visto como um grão de mostarda, considerada a menor das sementes. Bem plantada, cuidada, cresce e se transforma em árvore grande em que nela os pássaros do céu venham a fazer ninhos seguros.
Por outro lado, adicionado em algumas poucas colheres de farinha, o FERMENTO concorre para que a massa cresça, ganhe forma, agindode dentro para fora de forma visível, proporcionando o volume pretendido. Há de se ter em mente que fermento em excesso produz efeitos contrários, não desejáveis.
O que somos e a que viemos, meu caro Bolivar? Temos propósitos e objetivos positivos e exequíveis? Real e efetivamente olhamos a nosso redor? Ao ver o caído seguimos em frente e nos arriscamos a uma pequena parada? Ou nos escondemos na máxima de que “não tenho tempo”?
O comprometimento com os mais necessitados envolve ações práticas, solidariedade e políticas públicas voltadas à dignidade humana e ao combate à desigualdade social. A assistência direta consiste em oferecer apoio voluntário, acolhimento e assistência. Elementar. Constam da norma legal.
O grande desafio responde pelo palavrão/expressão “políticas públicas”. Quanta burocracia. Quanto clientelismo. Quanta politicagem rasteira. Quanta frieza. Quanta indiferença. O inferno há de existir e a fila de pretendentes está quilométrica.
A carga está por demais pesada para as Igrejas e instituições sérias e comprometidas da sociedade civil, integrantes do terceiro setor. Primeiro Setor, através do ESTADO (União, Estados e Municípios) e Segundo Setor (Empresas), em tese, respondem e minimizam sofrimentos. Entretanto o déficit é brutal.
Tenhamos em mente, então, ser necessário semear uma quantidade maior de MOSTARDAS, com o cuidado especial de bem adubar o terreno e certos de que árvores frondosas surgirão, fornecendo galhos em profusão para que as AVES possam neles edificar seus ninhos.
Quanto ao FERMENTO, em dose certa e não excessiva, também o coloquemos em colheradas de farinha de boa qualidade, objetivando seu efeito silencioso e discreto, porém eficaz e produtivo.
O exemplo bíblico do GRÃO DE MOSTARDA e FERMENTO nos permite reflexão profunda das ações que podemos encetar, em grupo ou individualmente, objetivando diminuir ou mesmo minimizar o sofrimento alheio. Elas devem ser pensadas, discutidas, aprovadas e colocadas em prática.
(*) Ex-atleta
N.B. 1–Final do Brasileirão deste ano promete, não na parte de cima, mas sim na parte de baixo. Quem diria que famosos e poderosos enfrentariam tal situação? Coisas do futebol, esporte das multidões.
N.B .2 – E os critérios ou falta de critérios para contratações de técnicos de futebol levam ao desespero dirigentes de grande parte de nossos clubes. Tia Leila, do Palestra, é exemplo positivo raro a ser seguido.
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