Reparação do Rio Doce: um compromisso de longo prazo com pessoas e territórios

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A reparação da Bacia do Rio Doce é um processo de longo prazo, mas os resultados alcançados nos dois anos desde a homologação do Novo Acordo, em novembro de 2024, mostram avanços concretos. Desde 2015, R$ 82,6 bilhões já foram executados em ações de reparação e compensação, quase metade dos R$ 170 bilhões previstos no Novo Acordo. Desse total, R$ 38,3 bilhões foram executados anteriormente pela extinta Fundação Renova e R$ 44,3 bilhões desde a homologação do Novo Acordo. Esses números são importantes, mas só fazem sentido quando os traduzimos no que mudou na vida de quem vive ao longo da Bacia.

Desde a homologação do Novo Acordo, cerca de 357 mil pessoas receberam R$ 18,5 bilhões em indenizações e auxílios financeiros. Considerando todo o processo de reparação desde 2015, mais de 648 mil pessoas foram indenizadas. Esses resultados refletem o alcance das medidas de reparação e seus efeitos na vida das pessoas atingidas. Os distritos de Novo Bento Rodrigues e Paracatu foram concluídos, totalizando 395 obras, entre elas 22 bens públicos. Para essas comunidades, a conclusão das obras é um passo importante na reconstrução de seus lugares e de sua rotina.

Os municípios também têm papel central nesta etapa. A adesão de novos municípios, incluindo Mariana, amplia o alcance da reparação. Em agosto, 19 cidades — 15 em Minas Gerais e quatro no Espírito Santo — aderiram ao acordo, elevando para 45 o número de municípios participantes, de um total de 49 elegíveis. Em setembro, os 19 municípios receberam aproximadamente R$ 422 milhões referentes aos pagamentos previstos no Acordo, incluindo recursos para políticas públicas em áreas como saúde, saneamento e infraestrutura. Esses repasses continuarão ao longo dos próximos anos e permitem aos governos planejar ações de médio e longo prazo, de acordo com as necessidades de cada território. Acredito que esse é um ponto relevante do Acordo, pois quem conhece de perto a realidade local está mais bem posicionado para decidir onde o investimento fará mais diferença.

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Na frente ambiental, os resultados também mostram a dimensão de um trabalho que de longo prazo. São 47,9 mil hectares protegidos para restauração ambiental e 4,6 mil nascentes sob ações de proteção, além dos programas de recuperação e monitoramento que terão continuidade nos próximos anos.


Os próximos anos serão, portanto, de continuidade. Seguindo o cronograma estabelecido, algumas frentes estão mais avançadas, enquanto outras ainda exigirão execução e monitoramento. O compromisso da Samarco é cumprir integralmente as obrigações assumidas, manter o diálogo com municípios e comunidades e acompanhar de perto os resultados das ações realizadas.

A reparação não pode ser medida apenas pelo cumprimento de prazos ou pela execução de recursos. Sua dimensão mais importante está nos efeitos concretos que produz na vida das pessoas, na recuperação ambiental e na capacidade dos territórios de construir perspectivas de longo prazo. É essa visão da Samarco que deve orientar os próximos anos de trabalho em Minas Gerais e no Espírito Santo.


(*) Mariana Lisbôa, diretora de Sustentabilidade, Relações Governamentais e Comunicação da Samarco

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