Homem apontado como intermediário do assassinato de Ingrid Emanuele é preso no Tocantins 

Homem apontado como intermediário do assassinato de Ingrid Emanuele é preso no Tocantins 
FOTO: Comando Geral

REDAÇÃO – A Polícia Federal e a Polícia Penal do Tocantins prenderam, na terça-feira (22), o homem apontado por intermediar a contratação dos assassinos da empresária Ingrid Emanuele. O investigado foi preso em Remanso dos Botos, uma área rural isolada e de difícil acesso no município de Xambioá, Tocantins. A operação encerra uma busca que durava mais de um ano.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) já havia divulgado a foto e o nome do intermediário e do mandante do crime em outubro de 2025. Segundo as investigações da PCMG, Luiz Carlos de Souza Oliveira, o intermediário, era funcionário de Roney Costa Ferreira, ex-companheiro de Ingrid e apontado como o mandante. Ele continua foragido.

O resultado positivo veio após a Delegacia Especializada em Crimes Contra a Vida de Governador Valadares cruzar dados de inteligência com as forças policiais do Tocantins. Com o avanço do trabalho investigativo, as equipes localizaram o paradeiro do foragido e cumpriram o mandado de prisão preventiva. O suspeito não ofereceu resistência no momento da abordagem.

Em seguida, os agentes conduziram o homem até a sede da Polícia Federal em Araguaína. Assim que os policiais finalizarem os procedimentos praxe, o sistema prisional receberá o detido, que ficará à disposição do Poder Judiciário.

Relembre o caso

Ingrid foi assassinada em 10 de setembro de 2025, no bairro Parque Olímpico, em Governador Valadares. Na ocasião, dois homens simularam uma entrega para entrar na residência da vítima. Depois de invadirem o imóvel, os suspeitos amarraram as mãos de Ingrid com uma enforcadeira plástica e a mataram com um corte no pescoço.

Dois dias depois, a polícia prendeu a dupla suspeita de executar o crime dentro de um ônibus interestadual, em Itumbiara, Goiás. Na sequência, em 23 de setembro, a PCMG concluiu o inquérito e indiciou os dois homens pela execução do feminicídio.

Já em 8 de outubro, durante uma coletiva de imprensa, a PCMG informou que havia avançado nas investigações e apontado o ex-companheiro de Ingrid como mandante do crime. Segundo a corporação, um funcionário dele teria atuado como intermediário na contratação dos executores, que receberiam R$ 80 mil pelo assassinato.

Ainda de acordo com a PCMG, o crime teria sido motivado por conflitos conjugais e pela atuação do ex-companheiro como líder de uma organização criminosa.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

LEIA TAMBÉM