
GOVERNADOR VALADARES – A CPI da Nobe deu continuidade aos trabalhos na tarde de terça-feira (28), durante reunião no plenário da Câmara Municipal. Na ocasião, os vereadores avançaram na organização das próximas etapas, com definição de cronograma, solicitação de documentos, agendamento de visita técnica à Prefeitura e marcação de audiência pública para ouvir a população.
Instalada no último dia 22, a comissão investiga possíveis irregularidades no contrato firmado em 2024 entre a Prefeitura de Governador Valadares e a empresa Nobe Software de Gestão Integrada.
Durante o encontro, o presidente da CPI, vereador Jamir Calili (PP), apresentou os encaminhamentos e detalhou o plano de ação da investigação. Segundo ele, a comissão estruturou as medidas com organização e sequência lógica. “Pra que a gente possa fazer uma investigação que chegue ao final com subsídios”, justificou.
Ele também explicou que a apuração seguirá três etapas: coleta de documentos, oitivas e, por fim, perícias e ajustes. “Se faltou alguém para ser ouvido ou algum documento para ser juntado, faremos os ajustes para no fim elaborarmos o relatório”, afirmou.
Além disso, a CPI já iniciou a solicitação de documentos considerados essenciais para compreender o processo de contratação da empresa. Em paralelo, os vereadores definiram uma lista de testemunhas que devem ser convocadas, incluindo o secretário municipal de Fazenda, o secretário de Planejamento, o gestor de contratos e sócios da empresa investigada.
Também integram a CPI Sandra Perpétuo (PT), como vice-presidente, Jackes Keller (PMB), como relator, além dos vereadores Valdivino Lima (Avante) e Roncali da Farmácia (PRD). A suplência fica com Fernanda Braz (DC).
Motivação
Segundo a vereadora Sandra Perpétuo, autora do pedido da CPI, há indícios de fraude no contrato com a Nobe e prejuízo anual de cerca de R$ 4 milhões. Em paralelo, a Prefeitura de Governador Valadares adotou, no dia 3 de abril, o emissor nacional de Nota Fiscal de Serviços Eletrônica e instaurou processo administrativo para apurar falhas na execução do contrato. Uma comissão de servidores conduz a análise. A reportagem do DRD solicitou informações, mas não houve resposta até o fechamento.
O contrato entre a Prefeitura de Valadares e a empresa foi firmado na gestão de André Merlo e recebeu críticas desde a implantação. Entidades como a CDL e empresários apontaram inconsistências, enquanto usuários relataram dificuldades no sistema.









