GOVERNADOR VALADARES – Foi instalada na tarde de quarta-feira (22), na Câmara de Governador Valadares, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai apurar possíveis irregularidades em um contrato firmado em 2024 entre a Prefeitura de Valadares e a Nobe Software de Gestão Integrada, empresa responsável pelo sistema anterior de emissão fiscal. Durante a reunião, os vereadores definiram a composição do colegiado, com Jamir Calili (PP) na presidência, Sandra Perpétuo (PT) na vice-presidência e Jackes Keller (PMB) na relatoria.
Além disso, os vereadores Valdivino Lima (Avante) e Roncali da Farmácia (PRD) também integram a CPI. Após as orientações iniciais, os membros analisaram as indicações para os cargos e aprovaram os nomes por consenso.
Em seguida, os parlamentares assumiram oficialmente os trabalhos da comissão. A CPI marcou a primeira reunião para o dia 28, quando os integrantes devem definir o plano de trabalho, analisar a documentação inicial e estabelecer as primeiras oitivas.
O pedido de abertura da comissão foi protocolado no dia 1º de abril pela vereadora Sandra Perpétuo e recebeu 16 assinaturas no plenário. Segundo a vereadora, há indícios de fraude e prejuízo anual de cerca de R$ 4 milhões aos cofres públicos.
Paralelamente, a Prefeitura de Governador Valadares publicou, no dia 3 de abril, o Decreto nº 12.443/2026, que determina a adoção do emissor nacional de Nota Fiscal de Serviços Eletrônica. Além disso, a administração municipal instaurou um processo administrativo, por determinação do prefeito Coronel Sandro, para apurar falhas na execução do contrato com a Nobe. Uma comissão de servidores efetivos conduz a análise para identificar responsabilidades e evitar prejuízos ao erário.
A equipe de reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Valadares para obter informações sobre o andamento do processo administrativo, mas, até o fechamento desta matéria, não houve resposta.
Sistema anterior enfrentava críticas de entidades e usuários desde a implantação
O contrato com a Nobe foi firmado ainda na gestão do ex-prefeito André Merlo. Na época, entidades de classe, como a CDL, e representantes do setor empresarial se posicionaram contra o modelo adotado para o sistema, ao apontarem inconsistências na ferramenta. Além disso, o tema gerou debate público na Câmara Municipal.
Nesse contexto, usuários também registraram diversas reclamações e relataram dificuldades na utilização da plataforma. Com isso, surgiram críticas e questionamentos sobre a eficiência e a operacionalidade do sistema.









