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Viaduto do Filadélfia segue interditado e causando transtornos

Viaduto do Filadélfia segue interditado e causando transtornos
FOTO: Igor França/ DRD

GOVERNADOR VALADARES – O Viaduto do Filadélfia, localizado na rua Israel Pinheiro, no bairro Esplanada, está interditado desde 25 de março de 2025 após a constatação de graves problemas estruturais que representam risco à segurança de motoristas e pedestres. O bloqueio tem provocado transtorno significativos e aumento no fluxo de veículos em rotas alternativas, congestionamentos no entorno e dificuldades para o deslocamento diário da população, além de impactos diretos no comércio e na mobilidade urbana da região.

A medida foi adotada com base em laudos técnicos que apontaram a necessidade de interdição imediata da estrutura. Desde então, moradores e motoristas enfrentam problemas no acesso aos bairros Esplanada, Esplanadinha, São Pedro, Universitário e bairros adjacentes. Um laudo técnico identificou problemas estruturais graves no viaduto, como o deslocamento do tabuleiro, infiltrações nas juntas de dilatação, corrosão das armaduras de aço, degradação do concreto e falta de reforço nos pilares, o que levou à interdição da estrutura. O bloqueio da via provocou mudanças no trânsito da região, com desvios pelas ruas Afonso Pena e Sete de Setembro, além de alterações em linhas do transporte coletivo urbano.

No dia 15 de julho, os impactos da interdição do viaduto foram discutidos em audiência pública na Câmara Municipal, que contou com a participação de representantes do Poder Executivo, responsáveis técnicos, comerciantes locais, entidades de classe e moradores das regiões afetadas. Na ocasião, técnicos do Consórcio Plator explicaram que a estrutura foi classificada em condição crítica, com risco estrutural emergencial. Apesar disso, foi informado que o viaduto pode ser recuperado, sem necessidade de demolição. Naquele dia, segundo a empresa responsável, o projeto executivo da obra deveria ser concluído em até 70 dias, e a recuperação do viaduto, após a licitação, teria previsão de duração entre 8 e 12 meses.

Insatisfação e cobrança

Moradores, comerciantes e trabalhadores da área afetada relataram à TV Leste, em reportagem exibida no dia 12 de janeiro, os transtornos enfrentados desde a interdição do Viaduto do Filadélfia. Segundo os entrevistados, a situação tem provocado prejuízos ao comércio local, aumento do risco de acidentes, dificuldades de deslocamento e falta de sinalização adequada no entorno, o que tem levado a cobranças por providências urgentes por parte das autoridades.

O representante comercial, Vinícius Amorim, destacou os prejuízos causados pela interdição do viaduto, especialmente para quem vive e trabalha no entorno, e cobrou uma resposta mais efetiva do poder público.

“O transtorno é tremendo, fora os comerciantes que imaginam aqui ao redor, devem estar sofrendo demasiadamente. A população ao redor, de certa forma, fica condenada com isso, porque sofre os impactos e fica à mercê das autoridades que têm a responsabilidade de cuidar e tratar dessa situação.”

O autônomo Fassarela Júnior, também criticou a situação.

“Tá impossível, né? Acabou com o trânsito aqui, isso aqui precisa ser consertado urgente. Fora que isso aqui vai cair também. Tinha dois blocos aqui que desceram esses dias. Há 15 dias uma senhora ficou agarrada aqui, precisando chamar o Corpo de Bombeiros e o Samu.”

Para o empresário Breno Barroso, os impactos são sentidos principalmente por quem mora e trabalha na região.

“Nós que somos moradores dessa rua, ficou impraticável andar aqui, além do perigo de atropelamento. Há uns 15 dias uma senhora foi atropelada aqui. É um descaso. Se analisar direito, acabou com o comércio, ficou uma condição desagradável no Esplanada.”

O comerciante Paulo Henrique Rodrigues lamentou a redução da mobilidade e o aumento do risco no trânsito.

“A gente ficou com a mobilidade reduzida, inclusive passando por essa rua que já teve acidentes, sobrecarregando a Afonso Pena. Tem uma esquina perigosa que vem carro em quatro direções. A gente mora aqui, tem clube, o comércio sendo prejudicado. Qualquer coisa que precisa fazer no Esplanadinha ou São Pedro é um desvio de 10, 15 minutos, fora o risco.”

O personal trainer João Pedro Araújo chamou atenção para a insegurança, especialmente para crianças e pedestres.

“Desde que fecharam o viaduto, pouco foi feito a respeito do trânsito aqui. Tem muitas crianças que vão para a pracinha brincar. Eu fico vendo atravessando a faixa, os carros com dificuldade para parar. Além disso, o trânsito vem muito veloz da Israel Pinheiro e vira sem nenhum jeito de visualização. O carro vem chutado e não vê se tem gente passando ou se tem carro parado.”

Já a aposentada e moradora da região, Eliana Moraes, relatou as dificuldades enfrentadas pelos pedestres.

“A gente que é pedestre, no horário de pico atravessar aqui é muito difícil, complicado. Não tem sinalização adequada, não respeitam a faixa de segurança. O pedestre tem preferência para atravessar, e várias pessoas correm esse risco, inclusive crianças que atravessam aqui.”

O DRD entrou em contato com a Prefeitura de Valadares para obter informações sobre as medidas adotadas desde a interdição do viaduto e a previsão para o início das obras no local. No entanto, até o fechamento desta matéria, não houve retorno.

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